domingo, 15 de março de 2009

Amor & Ódio ???!!!


Em um desses artigos bem escritos de revistas femininas, li alguma coisa sobre a proximidade do amor e do ódio. Confesso que até pensei sobre isso algumas vezes, acreditei na possibilidade dessa ligação, mas, nunca levei muito a sério e nem queria argumentos que me fizessem pensar melhor a respeito.
Mas, depois desse artigo, algumas coisinhas acabaram mexendo na minha cabeça com o inevitável...Será?!
Nenhuma definição do amor consegue realmente expressá-lo. Podemos chegar perto ou conformar nossa falta de palavras com versos bonitos e sensações bem próximas com todo aquele sentimento que nos faz tão bem.
Um dos maiores exemplos que já tive na vida, me disse uma vez que quando é amor, seja ele da natureza que for, não envolve sofrimento. Pediu que eu sempre prestasse atenção a esse detalhe, pois poderia ser pega de surpresa na hora de acreditar em "verdades absolutas".
Partindo disso, me questiono da dor que qualquer tipo de ódio, raiva, mágoa ou ressentimento causam e do que isso tem com o sentimento puro, leve, desapegado e verdadeiro que nos traz o amor.
Até que momento, podemos dizer que amamos alguém se um dia qualquer chegamos a ter raiva e nos enfurecermos contra essa pessoa a ponto de odiá-la.
Qual o sentido que entregamos ao amor, quando permitimos que sejam usados em seu nome, palavras duras, julgamentos cruéis e magoas tão profundas que chegam a doer na alma...
Em que acreditamos quando permitimos que o amor, tão sublime e particular, possa ser colocado ao lado de um sentimento tão fraco, vulnerável e feio...
Que verdade é essa que nos fizeram acreditar que podemos sentir "ódio" por aqueles que amamos demais...
Quem disse que sentimentos bonitos se confundem com sentimentos feios quando as dúvidas pairam em nossas cabeças, tentando governar nossos corações...


Esse artigo despertou em mim, mais que simples indagações sobre amor e ódio, mas, cutucou dentro do meu eu mais profundo a verdade sobre a maneira como eu amo e como sou amada.As explicações concretas, acredito que jamais vou ter, mas, vou me permitir ficar atenta às explosões de sentimentos mais intensos..Sejam eles bons ou ruins...

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Mudamos o mundo ao mudarmos nós mesmos"





"Uma mudança ou transformação pressupõe uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior, para um estado, modelo ou situação futuros, por razões inesperadas e incontroláveis, ou por razões planejadas e premeditadas.
Mudar envolve, necessariamente, capacidade de compreensão e adoção de práticas
que concretizem o desejo de transformação. Isto é, para que a mudança aconteça, as pessoas precisam estar sensibilizadas por ela.
Perceber a dinâmica
das mudanças é uma necessidade. Viver atualizado é uma questão de sobrevivência e uma maneira de visualizar melhor o futuro, já que os novos tempos exigem uma nova postura de pensamento. Existe um mundo que está acabando e outro que está começando e as pessoas, naturalmente, costumam lidar com isso de maneira defensiva, com temor ou rejeição, na maioria das vezes.
Mesmo pessoas mais esclarecidas e atualizadas revelam-se surpresas com as mudanças sociais, políticas, econômicas, tecnológicas, culturais, ecológicas, etc., que acontecem ao longo da vida.
. Essas transformações fazem com que a vida não seja um caminho linear em que as pessoas percorram livres e desimpedidas." Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Toda mudança gera uma certa dor. Deixar algumas coisas, mesmo que ruins para tras causa aquela sensação de deixar o certo pelo duvidoso.
O que é novo nos assusta. Nos causa um certo medo do que vem pela frente, de como você vai agir a partir de agora, das reações que você vai ter, de como se posicionar diante daquilo que você ainda não conhece tão bem.
Escutei uma vez da minha psicóloga dizer que não é orgulho nenhum ficar estagnado achando que tem o jeito certo de ser e que aquilo não precisa mudar. Foi um susto escutar isso, embora eu concordasse com ela, mas, a gente tem a enorme dificuldade de lidar com as próprias mudanças.
Vivemos reclamando que não damos conta dessa ou daquela atitude das pessoas para conosco, mas, e até que ponto nós permitimos essa atitude? Até onde somos responsáveis pela maneira como o outro age conosco?!
Quando escrevi que mudamos o mundo ao mudarmos nós mesmos, usei uma frase que me acompanha ha anos para tentar entender a visão que eu tenho das coisas e das pessoas.
Sempre que faço novas postagens, procuro imagens que me chamam mais atenção para definir aquilo que escrevi e o que estou sentindo no momento. Na maioria das vezes, imagens com borboletas me conquistam de primeira. Amo borboletas, amo tudo aquilo que elas significam. E, a borboleta é o maior simbolo da mudança, da metamorfose, do pequeno e inacreditavel casulo que sai para criar asas e simplesmente se transformar em um bichinho diferente de qualquer outro que possa existir.
Em um daqueles exercícios de desenhos que fazemos na terapia (quano mico ja paguei pra minha psicologa), eu tinha que desenhar vários itens em uma folha A4 e depois interpretamos juntas aquela minha pequena "obra de arte". Muitas foram as coisas que o "ingênuo" desenho me revelou, e, uma delas, é a mudança constante em que eu me encontro. Claro que levei um susto quando escutei ela falando "nossa, que maravilha!"
Como a maioria das pessoas, eu acreditava que mudar tanto não era ter opinião própria. Acreditava na diferença aguda entre flexibilidade e 'maria-vai-com-as-outras'. E, só o tempo pode me mostrar o quanto me engrandece todas as mudanças que enfrento.
Nem sempre elas são agradáveis para aquelas verdades que eu considerava imbatíveis, nem sempre elas me deixam a vontade de primeira e nem sempre elas conseguem me mostrar a maravilha de poder me renovar a cada nova manhã. Mas, em todas as minhas mudanças, eu consigo me perceber melhor, me amar mais, me permitir errar e acertar e, acima de tudo, olhar pra dentro do meu eu mais profundo e conhecer tudo aquilo que ele me diz.
A minha essência não muda. A minha alma persiste sempre com os mesmos ideais, mas, a minha percepção do mundo evolui.
A minha convivência com aqueles que eu amo melhora, a minha maturidade conquista espaço e eu simplesmente entendo que vejo o mundo conforme a cor dos meus óculos.
Hoje posso dizer que tenho orgulho de todas as minhas mudanças, de todas as adaptaões que faço em mim e de todas as cicatrizes que essas mudanças me deixam.
Enquanto algumas pessoas perdem tempo reclamando daquilo que te fazem mal, eu procuro mudar isso. E, garanto, é o que tem me tornado melhor e me feito evoluir a cada nova caminhada!


Nada muda, se você não mudar!



quinta-feira, 12 de março de 2009

Casas Vivas ou Casas Mortas


"Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza. E você logo responderá que casa é algo inanimada.
A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.
Entretanto, casas existem que são mortas. Vocês entram e sente em todos os comodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.
Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.
Por isso mesmo parecem mortas.
As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.
No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os comodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.
Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.
A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo de água, um café, um pedaço de pão.
Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.
Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.
Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.

As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.
* * *
O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas. Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante é as coisas, não as pessoas.
Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.
Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.
Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar. "


São muitas as coisas que eu gostaria de escrever sobre essa mensagem. Talvez falar da alegria que a minha casa perdeu nos últimos dias, ou até mesmo soltar uma dissertação sobre a casa que existe dentro de cada um de nós. Mas, vou deixar no ar. Pensem sobre isso e, logo voltamos a falar!

terça-feira, 10 de março de 2009

"Achismos"


Como temos o péssimo costume de achar as coisas! Damos o veredito sem escutarmos o réu!

Achamos que as pessoas pensam, achamos que as pessoas sentem, achamos que as pessoas gostam, achamos, achamos, achamos...Nos esquecemos de perguntar, de falar, de olhar no olho e escutar!


Todo BBB eu não vejo o começo, e na metade pego o vício. Claro que as espiadinhas básicas acontecem desde o primeiro dia e com isso, os participantes preferidos vão aparecendo.


Nos últimos dias, tenho acompanhando um falatório naquela casa, que como diz uma amiga, "tenho vontade de esganar" algumas pessoas.


Claro que muito daquilo não condiz com a realidade. A pressão é enorme, os relacionamentos intensos demais, emoção extremamente solta ao vento, mas, não tem como não parar pra pensar.. Não consigo me lembrar direito qual a frase certa dita por Pedro Bial em um daqueles textos incríveis que ele "nos despeja" em dias de paredão, mas, o sentido, foi impossível esquecer.. Ele disse que "nos vemos no outro, pelo BBB"...E, quando essas situações acontecem, impossível não relacionarmos com o lado de cá da casa.


A tal da Naiá (que ainda é uma incógnita pra mim), deu para jogar na cara dos participantes do "outro lado" que eles combinam voto. Estamos acompanhando por aqui, e, sabemos que as preferências existem, mas, que o voto combinado, não tá acontecendo. A Ana, que divide a minha opinião, tem gritado aos quatro cantos que a única amizade verdadeira que existe ali, é das duas. Josi (já gostei mais dela) e a Maíra (não desce pela minha garganta de jeito nenhum!!!) falam o dia todo do critério de votação, de justiça e não sei mais o quê.


Enquanto isso, a única coisa que realmente percebo é que "esse lado" da casa, criou um vínculo de amizade que eles simplesmente preservam uns aos outros pela lealdade. Simples assim.


Simples demais se as pessoas parassem de ficar procurando o tal do 'cabelo em ovo' e ficar arrumando justificativas pelo que nem lhes diz respeito...


Fico pensando, em quantas oportunidades perdemos de olhar para o que as pessoas realmente tem a dizer, quando tentamos ficar interpretando as "entrelinhas" do que pode não ter sido dito. A quantidade de vezes que jogamos fora a chance de acreditar em alguém porque a verdade que criamos não pode ser errada diante da verdade do outro. Os julgamentos que nos permitimos fazer do sentimento e pensamento alheio, apenas porque as atitudes das pessoas não saem como o esperado.


Nos últimos tempos, tenho evitado falar com meias palavras. Se eu tenho alguma coisa para falar pra alguém, falo e pronto. Se quiser ficar tentando me entender e encontrar o que eu não disse, pode ter certeza que é perda de tempo. As coisas podem ser mais simples se não ficarmos sempre insistindo em decifrá-las e complicá-las.


Claro que tudo tem uma razão, um motivo, alguma coisa que impulsiona o sentimento, a atitude, mas, nem sempre isso diz respeito a outra pessoa. E, se quer saber, pergunte. Se quer que a pessoa saiba, fale!


O BBB pode não ser considerado o programa mais cultural, informativo que existe, mas, as situações que acontecem ali, estão o tempo todo acontecendo conosco. Com graus e intensidades diferentes, mas, sempre acontecendo...


Todos temos a opção de achar e perguntar. Temos a opção de fazer com que as pessoas achem ou simplesmente falar. Nada na vida é tão certo e tão difícil. Nós acabamos complicando as coisas com as nossas interpretações do outro. Interpretações equivocadas ou 'maximizadas' do que o outro pensa, sente, fala e age.
Se você acha, você não tem certeza. Se você não tem certeza, não pode dar uma coisa como verdade. Se não pode dar uma coisa como verdade, não pode sentí-la como tal.

Efêmero (Letícia Thompson)

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera,
talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades
que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda
em botão.
Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem
a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas,
se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto
tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores
que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos.
Cuidamos pouco. De nós, dos outros.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos
minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.

Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais
quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço
que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede
essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso
"porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos
que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente
o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e
continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do
que não temos, ou achamos que não temos suficiente.
Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos.
Nos consumimos.

Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que
possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar
com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!

E o tempo passa...

Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não
sabemos fazer outra coisa.

Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás.
E então nos perguntamos: e agora?!

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa,
de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa,
de agradecer pelo que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar,
dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás. O que passou, passou.
O que perdemos, perdemos.

Olhe para frente!

Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras
ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e
agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.

Pense!... Não perca mais tempo....

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tiaaaaaaaaaaaaa


Eu ainda era a sobrinha, quando comecei a ser a tia. Meu primeiro sobrinho nasceu quando eu tinha 11 anos. Mesmo morando longe, o Alan era meu mimo... Gordinho, engraçadinho, brincalhão, eu adorava quando ele pedia o "gagui" (chocolate) pra mim...Cresceu vindo pra cá nas férias, nos Natais, feriados mais importantes...Eu enchia a boca pra dizer "o meu sobrinho!"


Depois dele veio o Vinícius..Como eu era grudada nele! Era uma choradeira só quando ele tinha que ir embora. Agarrava no meu pescoço e era um sacrifício pra desgrudar. E eu adorava a cena. Como uma escadinha, vieram o Leonardo, depois Ana Clara, Maria Luisa e Arthur.


Cada um a sua maneira me encantou com o privilégio de ter sobrinhos lindos, abençoados por Deus e me ensinando cada dia mais a arte de ser tia. Meu convívio é diferente com cada um, minha relação tia - sobrinho (a) me ensina um pouco do amor incondicional e me permite ganhar um pouquinho das diferentes caracteristicas de cada.


Ontem em especial, pude pensar muito sobre isso.


Desde que a Gucci e a Mel foram morar no céu, eu ainda não tinha visto a Ana Clara. Não dentro da minha casa, onde eu não preciso manter a postura que mantenho no trabalho quando ela vem passar a tarde comigo. Falei com ela pela manhã e já fiquei sabendo que teria companhia pro domingo. Assim que ela chegou e entregou no meu colo a cachorrinha dela, que é filhinha da Gu e irmãzinha da Mel, meu coração doeu tanto, que não consegui entender meu sentimento. Pouco depois, quando ela "deu uma saidinha", não me contive e caí em lágrimas...


O dia foi passando e eu pude perceber a intenção da minha grande pequena amiga...Ela cuidou de mim o dia inteiro. Tentou me animar e proteger, como se eu fosse a sobrinha e ela a tia...Os abraços, os beijos, os pedidos de colo, as palavras carinhosas, as brincadeiras... O tempo todo, a minha sobrinha demonstrou o quanto ela se importa comigo, o quanto ela me ama e o quanto ELA faz diferença na minha vida.


Antes de dormir, consegui entender mais um pouco a escolha de estar nessa família, com essas crianças maravilhosamente encantadoras por perto. Não sei se consigo ser para cada um deles, a tia que eles merecem ter, mas, sei que eles conseguem ser para mim muito mais do que os sobrinhos que eu preciso. Pensei na minha relação com as minhas tias, na maneira como elas são presentes na minha vida e o pedacinho que cada uma delas contribuiu para eu ser a Milena que sou hoje. Pensei no quanto as minhas tias ainda me cuidam, me pegam no colo, me protegem, e no quanto elas ainda fazem tudo o que a minha sobrinha fez por mim ontem.


Pode ser que em alguns momentos, eu seja falha com eles. Tanto tias quanto sobrinhos. Pode ser que em alguns momentos eu não seja o que eles esperam de mim, mas, a maneira como eles retribuem o que eles recebem de mim, é tão maior que me faz realmente amar e simplesmente amar.


Sou uma tia coruja, sou uma sobrinha orgulhosa, e, acredito que aprender sempre a ser alguém melhor com eles é o que torna a minha vida mágica...


sábado, 7 de março de 2009

A arte de ser mulher

Ainda com o coração de luto, vou arriscar escrever...

Não sei bem o que vai sair...



Dia 08 de Março - Dia Internacional da Mulher



Camila: todas as faces e fases de uma Mulher



Homenagear a mulher, é poder falar de todas elas, mas, de todas que existem em uma.

A mulher meiga, carinhosa, amorosa, inteligente, solidária, companheira, cúmplice, amiga, leal, intensa, forte. A mulher fraca, birrenta, explosiva, dengosa, dura, fria e sensível.

A mulher menina, a menina mulher, o mulherão, a pequena moleca, a criançona, a mulher madura..

Todas as mulheres que existem dentro de todas nós mulheres.


Dia 08 de Março, não é o seu aniversário a toa, minha amiga linda!

O "Dia Internacional da Mulher" é um apelo para todas as pessoas, homens e mulheres conseguirem olhar todo lado feminino que existe dentro de nós. E, ao homenagear você, consigo enviar esse recado a todas as outras, mostrando o quão lindo é a arte de simplesmente ser mulher.


Ser mulher, sem ter medo de ser fresca para ir ao supermercado, de sentir a sensação de "fiz merda" quando o limite do cartão estoura, escutar os desaforos e responder com outros, e no dia seguinte rir das asneiras faladas, da emoção sentida e da explosão vivida.


As suas confusões do período de TPM, as birras pensadas, as perguntas eternamente sem respostas, a alegria de ter seguido o regime, a frustração de ter comido demais, as horas de conversa por telefone, a culpa pela conta no final do mês, os choros, as alegrias, as manhas e as palavras duras...O seu "jeito mulher de ser" que representa todas aquelas que amam e odeiam, gritam e silenciam, perdoam e se arrependem, mudam e persistem e simplesmente encaram a vida como uma festa, um dia como uma vitória e uma hora como um recomeço.


O seu feeling aguçado, o momento despercebido e a interpretação errada. A resposta atravessada, o arrependimento da dureza, a loucura insensata, a sensatez louca... As vontades inconstantes, as certezas duvidosas, as lágrimas, os sorrisos, as verdades, as omissões. O desejo de amar, cuidar, proteger. O jeito de querer ser amada, ser cuidada e protegida. O jeito lindo de ser e de não ser. De ser e de querer ser.


O Dia da Mulher não cai no mesmo dia do seu aniversário. O seu aniversário é o dia da mulher. O dia da mulher Camila, da mulher enxaqueca, da mulher coração, da mulher TPM, da mulher ponderada, da mulher explosiva, da mulher amada, da mulher que ama, da mulher que xinga, da mulher que ri, da mulher que chora, da mulher que muda, da mulher que cresce, da mulher que vai ser sempre criança, da mulher que vai ser sempre mimada, da mulher que sonha, da mulher que luta, da mulher que cansa, da mulher que levanta.


É o dia da mulher que simplesmente é mulher. Que é igual a todas e que não se parece nada com nenhuma delas. E, quando eu penso em homenagear as mulheres, e penso em homenagear você, vejo que, é a mesma coisa.


Porque, falar do jeito mulher de ser, é a mesma coisa que o jeito Camila de ser mulher ou o jeito mulher de ser Camila.





domingo, 1 de março de 2009

A história de nós três...



Estou tentando entender, buscar respostas, aceitar a perda...
Estou tentando respeitar a vontade de Deus e esquecer todas as orações, os pedidos, as promessas e meu desespero para que Ele salvasse a vida da Gucci e da Mel...
Estou tentando não chorar quando vejo os brinquedinhos, as caminhas e os ossinhos que foram deixados espalhados pela Mel e pela Gucci por toda casa.
Estou tentando ficar juntinha da Meg para que ela não fique tão tristinha, sentindo a falta das companheirinhas, afinal, onde uma estava, as outras duas estavam também...
Estou fazendo tantas tentativas que acabo me perdendo delas com a minha dor...
Mas, eu preciso deixar a Gucci e a Mel partirem...Preciso deixar que elas fiquem bem logo, onde quer que estejam...

A maioria das minhas amigas achava a Gucci feia. Ficavam irritadamente me falando isso. Elas não tinham noção do quanto a Gucci era especial. Do quanto ela era carinhosa, meiga, educada, companheira...Era inteligente, esperta, brincalhona...a minha amiguinha...
No frio, se enfiava debaixo do edredon e a preguiça tomava conta dela...Quando era novinha, ela gostava de deitar na minha cabeça...Roubava metade do meu travesseiro e eu adorava, rs...Depois, optou por deitar sempre nos pés...De vez em quando, se encostava nas minhas costas ou no meu peito, dependendo do lado da cama que ela escolhia...
Já quando a temperatura aumentava e o calor era demais, ela descia da cama no meio da noite e ia dormir no banheiro. De preferência entre o vaso sanitário e o box, onde ela conseguia se encaixar e ficar o resto da noite...
Enquanto a Meg sempre foi mais quetinha, a Gucci sempre gostou de brincar. Me recebia com um bichinho na boca e o "cotoquinho" balançando, me chamando pra brincar...Ou então, eram as bolinhas...que ela jogava no meu pé, pedindo pra eu chutar e ela poder correr pra buscar...

Não sei definir a proporção da importância da Gucci e da Meg na minha vida. Os dias tristes que elas insistiam em alegrar, os momentos difíceis quando as lágrimas corriam e elas sempre tentavam conter com as "lambidas" e os carinhos que só esses anjos de quatro patas conseguem dar, expressando o amor puro e verdadeiro.
O tempo foi passando, elas vieram morar com meus pais e cativaram aqueles que nunca deixaram os filhos ter bichinhos de estimação...
Com amor e lealdade inquestionaveis, uma devoção e fidelidade incomuns, encheram a casa de alegria. Tomaram conta de todo espaço, dos sofás, dos tapetes, das almofadas e do coração de todos...
Fiquei "longe" delas por alguns meses, mas, nada foi suficiente para que elas chegassem a esquecer que eu era "a mamãe"...
Sempre muito amadas e muito bem cuidadas, não imaginávamos mais essa casa sem elas. A preocuação em sair e deixá-las, o cuidado para levá-las para passear, as viagens que não podiam acontecer sem a Gucci e a Meg...tudo isso fazia parte dos nossos dias...Elas eram membros da família, daquelas que saem na "foto oficial" e tudo...

Dis 24 de setembro de 2008, a Gucci teve bebê! Depois de todo desespero de não sabermos como agir, da ajuda que eu tinha do veterinário pelo telefone e da minha amiga Ro pela internet, vieram os quatro filhotinhos!
Com corpinho de ratinho e rostinho de porquinho eram os filhotinhos feios mais lindos que eu ja vi...Dois machinhos e duas feminhas.
Com dois dias a Ana Clara já deu nome pra eles: Ted, que era o machinho caramelho (ficou a versao masculina da Gucci); Snop, que era o machinho branquinho (ficou poodlezinho igualzinho ao pai); Thifanny, que tinha fucinho rosa (tbm puxou ao pai!) e a MEL, que as orelhinhas eram mais escurinhas (vira latinha xerox da mãe!).
A Meg não podia chegar perto que a Gucci rosnava. Até avançou nela umas duas vezes...E os bebezinhos foram ganhando espaço na casa. Meu pai, chegava e ia correndo ver como estavam...Minha mãe e a Cleusa ficavam o dia inteiro vendo eles se arrastarem e mamarem... Eu,
nem preciso comentar, rs
À noite, eu não resistia e trazia a caixinha deles pro meu quarto. Era certeza de noite praticamente acordada...mas, era uma delícia!!!!!!

A Mel foi a primeira a aprender a ficar chorando do meu lado pra subir na cama: IRRESISTIVEL! E eu, que já estava completamente encantada e apaixonada por ela há muito tempo, venci a guerra "a Mel fica" com meu pai...
Poucos dias que tinham completado um mês e a Thifanny foi a primeira a ir pro novo lar! Foi pertinho, pra casa dos meus sobrinhos, o que permite que ela seja visita constante nos finais de semana brincando sem cansar com a Mel...
Depois, foi o Snop e o Ted para donos escolhidos a dedo quando o assunto foi amor e dedicação...


Cada dia mais parecida com a mamãe Gucci, a Mel se diferenciava dela na calma e na paciência, características da Gu, claro, rss
Enquanto a Gucci deitava no meu colo e dormia quetinha, a Mel não parava um minuto! Subia pelo pescoço e depois que ela aprendeu a morder, ficou terrível e impossível receber os carinhos dela sem os arranhões e as mordidas na orelha e no nariz...
Ela dormia de rostinho colado comigo e pouco depois ia pra minha cabeça. Lugar que ela saía no meio da noite e ficava passeando pela cama e pelos travesseiros para se acomodar...
De madrugada, ela queria brincar! Me acordava com lambidas, que quando ela percebia não adiantar muito, mandava ver nas mordidas no meu nariz...Até eu dar o dedo pra ela morder, não aguentar e acordar pra brincar um pouquinho com ela...No outro dia, era eu sonolenta tento que ir trabalhar e ela sendo mimada pela Gucci, que ficava horas fazendo carinho nela...
Aprendeu rapidinho o que significava a palavra "passear" e tava sempre atentando a Gucci e a Meg (que não dava muita trela pra ela) pra brincar...
Na hora do almoço, comia a comidinha (que a minha mãe insistia em dar) correndo, para acabar logo e "ir pro prato" da Gucci...
Todos os dias eu achava alguma coisa nova "destruída" pela Mel perdida pela casa...Sapatos, piranhas de cabelo, absorventes, pentes, escovas, revistas, canetas, pincéis, bombril, sabonete, chaveiros...tudo o que estava ao alcance virava alvo fácil pra ela...
Ela corria com a bucha na boca e eu atras, não sabendo se ria, dava bronca ou pegava no colo, apertava e enchia de beijos...

Beijo aliás, foi uma coisa que eu dei muito...Abraço, aperto, mordida na barriga...Adorava sentir as patinhas dela no meu rosto enquanto eu fazia barulho na barriguinha dela...Ela era mesmo o meu bebê e eu tenho muito orgulho de dizer isso...
Vivia com o peito arranhado e o nariz mordido...Mas, eu não me importava!
Era ela que junto com a Gucci e a Meg, que me faziam esquecer dos problemas, sorrir quando eu tinha vontade de chorar e brincar, quando o assunto que eu precisava pensar era sério...
Talvez o título desse post deveria ser "a história de nós 4", porque a Meg viveu tudo conosco! Mas, terão outras oportunidades para eu falar sobre essa minha companheirinha que está tão triste como todos aqui em casa...

Depois de tudo isso, eu ainda preciso entender...
Porque, eu preciso deixa a Gucci e a Mel partirem...

Preciso juntar os pedacinhos de ossinho, os brinquedinhos e as piranhas que a Mel deixou embaixo da cama...Preciso decidir o que fazer com as caminhas, tantos potinhos de ração, tantos shampoozinhos e bolinhas que estão pela casa...Preciso juntar os jornais que a Mel aprendeu a fazer xixi e coco em cima...
Preciso decidir onde guardar tanta dor e sofrimento, que ta gritando pela falta delas e fingir que a casa não está triste e vazia...
Preciso deitar no travesseiro todo e parar de esperar que elas venham dormir comigo...
Preciso aprender a guardar todo amor incondicional e verdadeiro e a alegria que elas me ofereceram nos meus dias de tristeza...
Preciso entender, que, "a história de nós 3" tem que ficar guardada no meu coração e na minha memória, porque eu não vou ter mais aquela recepção tripla de felicidade quando eu chegar de madrugada em casa...
Preciso respeitar que o céu tava precisando da Gucci e da Mel para espalhar doçura e alegria por lá e fazer as pazes com o Papai do Céu por Ele não ter aceito as minhas promessas...


E, mais que tudo, preciso aceitar que não foi um grande e terrível pesadelo, que quando eu acordar, seremos só eu e a Meg...Sem entender muita coisa, cheias de dor e saudade, precisando apenas aceitar, que a Gucci e a Mel não vão mais voltar...


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Papai do Céu não foi legal comigo...


Há 5 meses a minha casa era uma festa só...

Além da Gucci e da Meg, mais 4 bbzinhos vieram fazer nossa alegria...

Ficamos completamente perdidos, pois, nem eu e nem meus pais sabíamos lidar com uma cachorra dando cria. Mas acabamos nos saindo bem no final das contas... Eram 4 "ratinhos", como a minha mãe dizia...

Logo de cara já enfrentei a guerra e escolhi a minha...Já era uma pestinha e eu identificava ela pelo narizinho...Minha sobrinha deu os nomes, e, quando os outros 3 ganharam outro lar, a Mel ganhou meu coração por inteiro...

Era o novo xodozinho da casa... Foi crescendo e seu lado atentadinho se aflorando...Comia o carpê, os sapatos, os prendedores de cabelo, as bolas da árvore de Natal...mas, eu não me importava! No final das contas, minhas broncas eram sempre rindo..

Engraçadinha, espuleta, cópia fiel da mãe dela, a Mel era diversão garantida...

Me acordava no meio da noite pra brincar, de manhã me enchia de beijo até eu abrir o olho e não sossegava enquanto eu não desse o dedo pra ela morder...

Quando a irmazinha dela vinha pra cá, a Gucci sempre tomava partido pela Mel...Cuidava das duas brincando igual uma mãe mesmo...e,se elas "se estranhavam", a Mel era a protegida...

Eu ficava encantada com o jeito que a Gucci cuidava dela...o instinto sempre falando mais alto... Ficava horas beijando a filhinha enquanto essa se espreguiçava, toda preguiçosa igual a mãe...

Enquanto a Meg "não se mistura muito" e ficava na dela, a Mel e a Gucci passavam o dia brincando...eram a alegria da casa..o colorido dos dias por aqui...

A ansiedade pra entrar no carro pra passear, a festa que faziam no meio da rua, nas calçadas... Nada se compara ao que eu aprendi com a Gucci nos últimos 5 anos e com a Mel nos últimos 5 meses...

Agora, Papai do Céu decidiu acabar com a minha festa...Levou a Gucci em um dia e a Mel no outro...Não sei se o propósito Dele era juntar as duas, não permitir que mamãe e filhinha ficassem longe, se Ele queria o céu tão alegre enquanto a minha casa estava, mas, Ele não exitou em me tirar 2 das coisas que eu mais amo no Mundo...

Algumas pessoas, não entendem..Mas, elas eram uma partezinha de mim...

O Cotoco e o Cotoquinho....A Branquinha e a Porcariazinha...tudo o que deixava essa casa cheia... Com ar de casa feliz...

Hoje, meu coração tá duas vezes de luto...Olho pra Meg e a vejo perdida, sozinha em casa...

Olho pra mim, e acho que vejo uma mamãe sem suas filhinhas...

Papai do Céu não foi legal comigo...Definitivamente, não foi....

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Amor igual ao teu!




Amor igual ao teu

Eu nunca mais terei

Amor que eu nunca vi igual

Que eu nunca mais verei

Amor que não se pede

Amor que não se mede

Que não se repete
Amor...




Gugu, a mamãe ja tá morrendo de saudade de vc!
Melzinha, fica bem..por favor...

Meu coração ta de luto...


Não sei se é a melhor hora pra escrever...acho que ainda não consigo, mas, ta doendo tanto, tanto, tanto que eu preciso colocar pra fora de algum jeito...


A Gucci foi meu primeiro animalzinho de estimação. Ela veio pra mim, como um presentinho de Deus mesmo, logo de cara subindo pelo meu pescoço e me fazendo rir...


Desde pequenininha ela foi esperta. Aprendeu a brincar de bolinha rapidinho, fazer suas necessidades no lugar certo e era mais que uma cachorrinha educada...


Ela era minha amiguinha, companheira...Era a vira latinha mais linda, a minha "feia mais linda" e eu não trocava ela por nenhum cachorro de raça...


Se tornou a alegria dos meus pais quando veio com a Meg pra cá...e, pra quem nunca quis um cachorrinho, ir pra praia e levar as duas junto, foi um dos pequenos grandes sinais da mudança que a Gucci conseguiu aqui em casa...Com a Meg, claro...


Alias, elas não se desgrudavam...Eram irmãzinhas, amiguinhas, companheirinhas, e, onde uma tava, a outra tava também...Só as vi brigando uma ou duas vezes depois que a Gucci teve "bebes"...


Gugu, eu não sei mais o que escrever...prometo fazer um post bem lindo pra vc! Mas, hoje, eu só queria dizer, que vc foi a melhor cachorrinha que o Papai do Céu podia ter me dado... Q eu agradeço por vc ter feito parte da minha vida nesse pouco tempo...E que nunca, nada, nem nenhum outro cachorrinho vai substituir vc no meu coração...vc me ensinou muito...a mamãe vai amar vc pra sempre...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Hipocrisia


Sem um pingo de vontade de colocar pra fora o que passa na minha cabeça, mas, angustiada para de alguma maneira expor, decidi não falar, porém, assumir meus pensamentos através de quem realmente consegue expressá-los...

"Vocês não sabem como é divertido o absoluto ceticismo. Pode-se brincar com a hipocrisia alheia como quem brinca com a roleta russa com a certeza de que a arma está descarregada." Millôr Fernandes


"A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser." Jean Jacques Rousseau


"Não gosto de ingratidão, não gosto de falsidade ou hipocrisia . Não gosto de gente metida, nem de gente que atua. Não gosto de gente orgulhosa d+, gente que se acha por seu corpo, por dinheiro...não gosto nem sequer de gente burra. Não gosto de gente que se cala, de pessoas que tem medo de viver, nem daqueles que não prestam atenção nos outros, ou que se acham o centro do mundo. Não gosto de água com gás, de trabalhar, nem de barata voadora Sem palavras, de onde eu tirei isso?... Gosto de gente que sabe rir, de quem sente, e sente verdadeiro. Gosto de gente que sabe aproveitar a vida, e sabe ser atenciosa. Gosto de quem tem o coração maior que a cabeça, mas sabe pensar. Gosto quando sussurram no ouvido, gosto quando surge akele olhar, gosto quando beijam, quando abraçam, admiro o sentimento de reciprocidade. Gosto de pessoas autênticas, pessoas batalhadoras... Gosto até das pessoas que magoam, mas aquelas que magoam por serem sinceras. Gosto que briguem comigo quando faço besteira... gosto mais ainda daqueles que amam, amam no sentido de amor, aqueles que amam verdadeiro, não dos que ficam em duvida sobre oq sente, ou dos q amam dois, três ou quatro pessoas diferentes. Gosto de quem ama mesmo. Por que quem ama não tem duvida...aproveita a vida, é autêntico e sabe rir. Quem ama é atencioso, sabe dar carinho, e é verdadeiro, sente de verdade, e está sempre de bem com a vida.Vivendo e aprendendo!" Leandro C. S. Barros



"Oh! que formosa aparência tem a falsidade!"
"As palavras estão cheias de falsidade ou de arte; o olhar é a linguagem do coração."
William Shakespeare



"Estamos tão familiarizados com a hipocrisia que a sinceridade de alguém nos parece um sarcasmo." Autor Desconhecido




"Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma."
Buda












quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Polegar







Não é muito normal, duas pessoas, gritarem, chorarem, rirem e falar sobre polegares em plena madrugada! Detalhe: por telefone, rs.



Quando disse que hoje meu post seria especial, de imediato eu ja sabia que falaria sobre o polegar.. Não só a explicação dada pra ele, que "o polegar, que com liberdade, algumas vezes aponta para cima, outras apenas se inclina para cima, mas nunca se limita a se posicionar ou pro mesmo lado, ou pro lado oposto, é um dedo não condicionado à situações...." mas outras que me permitem viajar com a mesma intensidade.



O polegar, é o dedo mais distante dos outros na mão. Ele fica ali, quetinho, na dele, observando os outros, e, aceitando seu lugarzinho distante e que o aponta como menor, pra baixo mesmo dos outros. Enganada está aquela pessoa que ao observar o polegar, o diminui ou o exclui por isso! Basta observar que ele sabe seu lugar e é dali que ele aceita ser útil quando necessário e pode ter uma visão privilegiada dos demais. Como dito, é o dedo "legal", que consegue andar por todos os lados e ter todas as visões a sua volta.



Claro que uma análise dessa proporção sobre o polegar, só podia partir de alguém tão maluca quanto ele, que gira, gira, gira, olha tudo, muda de posição, volta, mexe, remexe, analisa e mantém-se LEGAL!



Dizem que todos temos um certo grau de loucura em nossa sensatez, e, fico me perguntando, qual o grau de uma pessoa extremamente sensata! Será que gira na mesma proporção? Será que é usada como consequência uma da outra? rss... Não sei! Não tenho todas as respostas...e nem poderia também! Nem sempre atuo como o polegar viajando por todos os lados para poder entender todas as versões e buscar todas as respostas...rs



Acredito eu, que semelhante atrai semelhante. Mas, que aquelas atitudes e pensamentos tão opostos atraem pra nós todo aprendizado que podemos e devemos ter. Infelizmente, em algumas situações eu estive mais para indicador ou qq outro dedo que pro polegar! Mas, ainda bem, que o seu lado oposto deixou seu polegar falar mais alto e me mostrar tudo o que encontrou pelo caminho. Isso é completar, acrescentar ao outro o que se tem de melhor. E, por essas e outras, eu não abro mão de vc!



Não sei viajar como vc quando o assunto é polegar, mas, eu tbm consigo te acrescentar alguma coisa quando surgem os banquinhos pelo caminho, e, é isso que me faz acreditar que vale a pena!

As nossas diferenças tão complementares e as nossas semelhanças tão maiores.



E hoje, "meu pequeno polegar", fico feliz ao ver que depois de ter girado para todos os lados, vc conseguiu se voltar pra mim, e ver o que acontecia ali dentro. Fico feliz pelas risadas e choros incontrolaveis durante a madrugada, pela voz manhosa de volta e também pela cumplicidade recuperada de um jeito único e especial. Apenas por nunca ter sido perdida, apenas mascarada.



Hoje, me sinto feliz pela possibilidade de estar de volta a mim mesma, de poder entrar no meu coração e entender que apesar de não escolher, eu escolho sim a dimensão das suas ocupações...

e, NÃO ME ARREPENDO DISSO!






terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O nosso poder de crer...


Então estou aqui,e você também.

Me permita ser o seu espelho esta noite e canta em mim o seu encanto,sua estranheza e o seu espanto: como quem sabe que, no fundo, não há distância neste mundo, pois somos uma só alma.

Me permita ser,esta noite,a voz que lhe canta e se encanta em si,que lhe faz sentir e parar como quem volta pra casa e resolve se amar.

Somos livres e não possuímos as pessoas, temos apenas, amor por elas e nada mais.

É preciso ter coragem para ser o que somos, sustentar uma chama em nosso corpo sem deixar a luz se apagar.

É preciso recomeçar no caminho que vai pra dentro vencendo o medo imaginado; assegurar-se no inesperado,confiando no invisível, desprezando o perecível na busca de si mesmo.

Ser o capitão da nau no mais terrível vendaval, na conquista de um novo mundo mergulhar bem fundo pra encontrar o nosso ser real.

E rir, pois tudo é brincadeira, cada drama é só nosso modo de ser: a vida só está nos mostrando aquilo que estamos criando com nosso poder de crer!!!


Luis Antonio A. Gasparetto

"Ninguém perde o que não tem..."


Penso, (re) penso, penso mais uma vez e todo meu bom entendimento dessa frase se perde nas frustrações e expectativas que em algum momento, a vida permitiu.


A sensatez das palavras se perdem na esperança daquilo que não me pertence mais. E, por mais que possa acreditar que nada perdi, sei o quanto um dia acreditei, senti e tive a certeza de 'possuir'.


A dor maior não vem ligado ao que acredito ter vivido, mas sim a tudo aquilo que eu ainda viveria. O que eu acreditava ser meu, me escapa pelas mãos deixando a sensação que nunca esteve lá. Os questionamentos que eram voltados a entender onde se perdeu, muda o sentido para o "que me fez acreditar".


Não existe mais a pergunta que tenta encontrar o erro primário, mas sim, todas as perguntas que buscam entender em que momento a ilusão tomou conta da realidade.


E para o amanhã, me resta a dúvida de como agir quando a certeza do vazio deixado, nunca foi realmente preenchido........






"...sei que a gente não pode prever absolutamente nada e, é até bom que seja assim, se não ficaríamos desesperados o tempo todo...Mas, se por acaso, de repente, a gente se iluminasse com essa possibilidade, de fazer com que nosso amor possa ser para o outro como se fosse o último, se a nossa despedida fosse bem feita sempre, se os nossos encontros tivessem a qualidade que eles merecem, se as últimas vezes que nós nos falamos ao telefone, se as últimas vezes que nós nos visitamos, se as últimas vezes que nós nos vimos, se elas tivessem sido com a qualidade que as pessoas merecem e, que a gente também merece...

O jeito como a gente viveu o dia de hoje, só tem dois destinos no futuro...O jeito como você viveu, o jeito como você foi irmão, o jeito como você foi pai, o jeito como você foi amigo, só tem dois destinos: ou isso vira saudade boa de ser sentida depois que as pessoas se vão embora, ou isso vira remorso...

Quando você tem o amargo na boca de saber que você não foi o que você poderia ter sido, que você foi só pela metade, que você desistiu no momento em que você poderia ter dado um pouco mais e você não deu...Que você desligou o telefone antes da hora, que você não pediu o perdão antes do tempo, que você não realizou o que poderia ter realizado........"

Padre Fabio de Melo - no vídeo do último post