quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O fio de cabelo branco...


A minha mãe tem quase 65 anos e nunca pintou o cabelo. Agora que alguns fios mais brancos tem ganhado destaque na sua cabeça. As pessoas até se impressionam quando ela diz que nunca pintou...

Durante toda a minha vida, a escutei admirar aqueles velhinhos com "cabelos brancos como algodão" e dizendo que assim ficariam os seus: sem pintura. Por um pequeno período, cheguei a acreditar que ela mudaria de ideia, mas, hoje tenho certeza que não. Aqueles fios brancos, mesmo que poucos, representam pra ela uma espécie de livros de histórias, como se fossem os fios, os capítulos de sua vida, demonstrando um pouco da sabedoria adquirida com o passar dos anos.

Eu não sei se conseguirei ter a mesma determinação da minha mãe. Há alguns meses, me deparei com o meu primeiro fio de cabelo branco. Não lembro qual a minha reação imediata, mas, tenho claro na memória como foi a descoberta. Depois dela, me deparei filosofando todo aquele simbologismo que tem os cabelos brancos.

Descobri naquele meu primeiro fio branco, um certo amadurecimento que venho buscando a tanto tempo. Até mesmo um amadurecimento que eu acreditava já ter, mas que muitas batidas de cabeça me mostraram que ainda tinha muito que percorrer.

Encarar aquele primeiro fio de cabelo branco, mexeu com uma série de questões dentro de mim, que superam a dúvida de quando começar a pintar o cabelo. Lembro quando meu primeiro dente do ciso apareceu, aquela velha brincadeira que "chegou o juízo" me frustrou um pouco, afinal, o dito cujo não andou me visitando muito desde que os tais dentes nasceram...Agora, o cabelo branco mexe com um imaginário gostoso do amadurecimento que tenho buscado.

Olho para os velhinhos que encontro na rua, com uma admiração por tudo aquilo que eles têm para acrescentar na minha vida, e é esse sentimento que o meu fio de cabelo branco me desperta.

Sei que nessa arte de amadurecer, ainda estou começando a engatinhar, e o caminho é longo, mas, eu gosto de percorre-lo. Sei também que o frio de cabelo branco que hoje me é tão poético, logo será uma daquelas preocupações que vou dividir com os potes de creme anti rugas e a duvida do tom certo de tinta... Mas, se eu tiver histórias para contar, experiências que me façam crescer e uma pequena dose de sabedoria para dividir, vou sentir orgulho de todas elas...

sábado, 29 de agosto de 2009

Assim sigo aprendendo...


Depois de um tempo distante daqui, vou tentar atualizar com mais frequência. É sempre bom pra mim conseguir materializar através das palavras as fases da minha vida. Assim, consigo parar, pensar, analisar e direcionar melhor as minhas decisões.

Deus tem agido na minha vida de um jeito muito intenso. Como diz um texto maravilhoso que li essa semana do Monsenhor Jonas Abib, tenho sido moldada por Deus, como um artista plástico molda suas artes para ainda depois disso, colocar no forno.

Não sei bem em que fase dessa obra de arte estou, mas, sei que tudo faz parte de um plano maior pra minha vida, e é com essa fé que tenho enfrentado todos os novos caminhos que tenho tido a oportunidade de seguir.

Essas minhas passagens relâmpagos em alguns lugares, tem me feito observar ainda mais as pessoas, e com isso, mudar em mim aquilo que tenho percebido necessário.

Engraçado que de dois meses pra cá, convivi em lugares distintos, com diferentes pessoas que tem personalidades opostas, mas, que acabam caindo em algumas armadilhas do cotidiano que eu também caía, e, através da minha observação, me dei conta da necessidade da minha mudança.

Nem preciso dizer o quanto tenho enfrentado a necessidade da humildade. Me tornei uma pessoa muito mais simples, humilde e acima de tudo, estou aprendendo a ouvir mais do que falar.

Das pessoas que convivi (e estou convivendo) mais intensamente, posso falar de duas. Duas personalidades opostas, duas vidas diferentes, em tudo. Mas, duas pessoas que tem o mesmo hábito de acreditar que sabem mais que os outros. Pessoas maravilhosas, mas, que no decorrer dos dias, tem mostrado sua dificuldade em prestar atenção naquilo que outras pessoas também podem ensinar. Pessoas que se esqueceram de olhar no espelho e identificar as suas fraquezas ao invés de apenas engrandecerem as suas verdades.

Isso não muda em nada o carater dessas duas pessoas tão incríveis, mas, me faz olhar para o espelho todos os dias e entender que eu posso ser diferente.

Com essas situações, tenho aprendido a falar menos, a dar menos pitaco na vida dos outros, e a abaixar minha crista quando eu acredito saber das coisas.

Eu não sei de nada! Tenho muito o que aprender na vida ainda, e, tenho consciência que posso aprender com todo mundo, passando por aquela senhora que ajudo a atravessar a rua até com aqueles que convivo mais intensamente.

Todos os seres humanos podem acrescentar na vida do outro, não importa se essas pessoas são grandes sábios ou considerados grandes fracassados.

Precisamos aprender a olhar para o outro e aprender com a diferença dele, não criticá-lo.

Eu aprendi a não falar mais que uma pessoa está certa ou errada. Ela apenas defende a verdade dela, que pode ser diferente da minha, mas, não precisa ser melhor ou pior.

Realmente, tenho muitas batalhas ainda para enfrentar enquanto não passo pelo "meu forno", mas, já consigo entender que para enfrentá-las, tenho que ser humilde, escutar mais e ter consciência que estou em um constante aprendizado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Solidão

"Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência
de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
às vezes para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto...

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa alma."

Chico Buarque

domingo, 9 de agosto de 2009

Ao meu Pai!


Hoje é mais um daqueles dias que a sociedade criou para nos lembrar de algo que deveria ser cultivado todos os dias: parabenizarmos e agradecermos os nossos pais.
É engraçado como precisamos de uma data marcada para dizer coisas bonitas para as pessoas mais importantes que temos na vida.
Eu sempre tive facilidade de falar, escrever e demonstrar o meu amor, mas, de uns tempos pra cá, me tornei bastante fechada e confesso, essas datas tem sido importantes para que eu consiga abrir um pouco o coração e declarar o meu amor.

O meu pai é a grande paixão da minha vida.
Talvez seja aquela história de filha mulher, mais apegada ao pai. Talvez seja o fato de ser a filha mais nova, a única mulher...
Tudo colaborou um pouco para esse amor incondicional ficar um pouco maior.
Tenho pelo meu pai uma admiração enorme, intensa, verdadeira.

Posso ir contra algumas atitudes, opiniões, mas, se ficamos muito tempo brigados, a minha dor é a mais intensa que posso sentir.
Quando o decepciono, sofro mais do que ele.
Quando estou longe, sinto falta até das suas broncas ou palavras tortas.

Talvez o meu pai não tenha dimensão do amor que eu tenho por ele.
Acho que essa, com certeza é a minha maior falta: permitir que ele acredite, pelos meus erros, que eu não o ame o suficiente.
Ainda não sei como dizer a ele o quanto eu sou grata a todo amor, toda dedicação, toda força, toda bronca e até todas as brigas que ele me deu até hoje.
Se tenho tido a oportunidade de ser uma pessoa melhor, devo ao meu pai, que sempre soube me estender a mão, me amar e acima de tudo, me corrigir.

Pai, hoje eu gostaria de tornar público o meu amor infinito.
Daria a minha vida, sem nem precisar pensar por 2 segundos, pela sua.

O senhor é, com certeza, a pessoa mais importante do mundo pra mim.
E, eu tenho muito orgulho de ser sua filha.

Feliz Dia dos Pais, todos os dias!
Te amo muito...



Uma música, que faz com que eu me lembre, do abraço do meu pai:


Uma musica, que me lembra infância:

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A arte de não ser o suficiente


Sabe aquela impotência que você sente quando tenta sempre fazer o melhor, mas, mesmo assim essa tentativa nunca é boa o bastante? Aquela história de você tentar o tempo todo agradar alguém, mas esse alguém consegue apenas olhar para o que você não fez, ou para o que poderia ter feito melhor, ao invés de olhar pro outro lado, entender seu esforço, elogiar suas conquistas e simplesmente ver o lado bom...
Pois é, essa é a péssima sensação inicial que temos, de não sermos "o suficiente".
Tem gente, que sem se dar conta, é especialista em te colocar pra baixo. Sempre te critica, te olha torto, te lança indiretas, nunca acha que você é bom o suficiente ou alguém à altura.
Eu cansei de permitir que as pessoas me fizessem sentir assim. Deixei por muito tempo de ser o que queria ou sentia vontade para agradar alguém. E, mesmo assim, não era o suficiente.
Pois bem, aprendi que não ser o suficiente é uma arte. Não ceder ao outro quando os seus limites não permitem, não é algo ruim.
Em uma das pregações do Padre Fábio de Melo, ele mostrou o quanto é ótimo
não sermos perfeitos, afinal, a perfeição é realmente algo divino e, para chegarmos perto dela, precisamos estar em constante crescimento e mudança.
Pois é essa a visão que eu prefiro ter da arte de não ser o suficiente.

Não sou o suficiente porque preciso crescer, amadurecer e tenho consciência disso.
Não sou o suficiente porque eu preciso exercitar sempre a minha humildade com quem espera mais de mim e conseguir aprender também com essas pessoas.
Não sou o suficiente, porque tenho a consciência que não sou perfeita e mesmo assim, luto todos os dias para ser melhor.

Pensando assim, eu gosto, e gosto muito de não ser "o suficiente".

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Milk- A Voz da Igualdade


"Não podemos viver só de esperança, mas, sem esperança não podemos viver"

Essa é a frase que resume bem os sentimentos despertados em mim depois de ter assistido ao filma Milk- A Voz da Igualdade.
Eu não conhecia a história de Milk. Perdi levemente o interesse por ela, quando meu primo chegou da locadora com o filme e disse que uma senhora foi devolvê-lo 2horas depois da locação, revoltada com as cenas "explícitas" que ele tem. Mas, olhei para aquela legenda de "baseado numa história real" e não me contive.
Confesso que na primeira cena mais forte, criei uma barreira, não diria que preconceituosa, mas, bastante rotulada daquela história que eu assistia.
Adoro filmes baseados em histórias reais. Tenho uma predileção aos personagens que fogem às grandes mentes criativas de autores e roteiristas, conseguindo deixar suas marcas de realidade na vida.
Para quem não assistiu, fica a dica: o filme é muito bom, e a história, melhor ainda. Envolvente, inspiradora e o mais importante: direta.
Não estou aqui defendendo ativistas gays ou indo contra os costumes conservadores. Estou apenas pedindo, para que, ao assistir um filme que conta a história de um ícone tão forte, possamos nos despir de todos os preconceitos e enxergar além do que queremos ver.

Gostaria que as pessoas assistissem o filme e pudessem se dar conta de que, para os sonhos se tornarem reais, eles precisam ser defendidos, precisam que acreditem neles e justamente por isso, precisam que lutem para torná-los reais.
Fazemos parte de uma sociedade "morna". Nos acostumamos que alguém defenda algo e o torne concreto para que assim possamos desfrutar da sua conquista.
Lamentamos as notícias que não nos agradam e não nos movimentamos para fazer algo de que possamos realmente nos orgulhar.
Perdemos os nossos sonhos quando nos conformamos com as dificuldades que encontraremos para realizá-los e decidimos não "passar por isso".
E, quando me vi quebrando os rótulos previamente formados e assistindo ao filme Milk, me dei conta que preciso reacender em mim a esperança para continuar lutando por aquilo que acredito e buscar as minhas forças para enfrentar essas dificuldades do caminho.
Entendi, que se eu desperdiçar meus sonhos, simplesmente acatando às complicações que eles vão me trazer, vai chegar o momento que eu não vou mais saber qual é o meu ponto de chegada.

Filmes como Milk, tem muitos por aí. São milhares de títulos disponíveis para te fazer pensar, refletir e mudar alguma coisa dentro de você. Mas, personagens reais como Milk, que fizeram da sua vida uma luta para a conquista de sonhos, podem ser considerados poucos e únicos.
Depende só de mim, de você, escolher ser o personagem real que vai fazer diferença na própria história.

domingo, 2 de agosto de 2009

E você, já passou por isso?!


"Sim, eu imagino o que você sentiu."
Assistindo ao ultimo Globo Repórter, era essa a frase que eu tinha vontade de dizer para todas aquelas mulheres que foram corajosas e deram seu depoimento sobre traição no programa.
Não adianta, se você nunca viveu essa situação, provavelmente você vai viver um dia. Seja no papel do traidor, ou no papel do traído.
Eu costumava dizer que jamais perdoaria uma traição. Até que veio uma, duas, três...E eu me vi ali, andando em círculos naquelas promessas de nunca mais.
Por um tempo, você acredita mesmo que aquela situação vai acabar e as coisas voltarão a ser como antes. Que tudo vai ficar pra trás como um grande pesadelo e que a dor que você sentiu,vai ser superada pela mudança.
Algumas pessoas, grandiosamente conseguem, a maioria não.
Na minha vida, não deu certo.Precisei de alguma maneira quebrar o ciclo vicioso que as traições estavam virando. Ou eu "perdia" aquela relação, ou jamais voltaria a ser eu mesma.
Mas, tenho amigas que recomeçaram o casamento, o namoro, depois da traição. Conseguiram se reencontrar no meio "daquilo tudo" que só quem viveu conhece bem, e reescreveram suas histórias.
De comum? A dor imensa que uma traição causa. Machuca e machuca muito. São marcas que vão estar sempre ali com você, mesmo quando as cicatrizes não doerem mais, você vai saber que elas existiram e o que as tornou reais.
Essas marcas, podem fazer muito por você também. Podem te fazer acordar, recomeçar, reconstruir a autoestima dilacerada que uma traição deixa...Ou podem te deixar descrente, cético e um pouco mais frio quando se trata de acreditar novamente no outro e em uma nova relação. No meu caso, a segunda opção tem sido persistente em me acompanhar.
Às vezes, acho que é uma pena. Era gostoso ter aquele romantismo que chegava no limite do ilusório sustentando meus sonhos. Aquela sensação do "amor maior"...Já até me peguei sentindo falta dessas sensações, que eram ingênuas a ponto de acreditar que relacionamentos podem ser eternos.
Achei que depois de alguns anos, essas sensações voltariam, mas, pelo que percebi, até posso ter de vez em quando alguns lapsos, mas a realidade acaba batendo a minha porta.
Não que eu tenha me tornado fria ao extremo, de não confiar mais no amor, mas, o sinto cada vez mais real, menos passional e com aquela dose extra de cotidiano, que não impede que aquilo tudo volte a acontecer comigo, mas, que me deixa muito mais preparada para evitar e não chegar às últimas consequencias, como as minhas marcas insistem em me alertar. Afinal, elas estão ali por um bom motivo....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A minha mudança!


É claro que mudança assusta. Tudo o que é novo, nos causa uma certa estranheza capaz de fazer aquele pensamento negativo do "e se não der certo" ganhar espaços maiores nos nossos pensamentos.
Passei os últimos meses da minha vida esperando que Deus me mandasse a chance da mudança. Pedindo para conseguir recomeçar diferente, tentar de novo.
A mudança chegou.
No dia que me dei conta que ela aconteceu de verdade, o medo bateu forte na minha porta. Todas as inseguranças que eu tinha escondido na força do recomeço, toda a saudade antecipada e principalmente, todo medo do desconhecido, me fizeram perder o sono.
Por mais que eu estivesse ali, feliz, entusiasmada e empolgada, meu coração estava apertadinho com o que ainda viria pela frente.
Até que nas despedidas, me dei conta do quanto é importante que elas aconteçam, e, até o medo que eu estava sentindo se tornou essencial para a minha prudência.
Entendi que o novo assusta, mas, que esse susto é necessário quando a mudança é grande.
Entendi também que grandes mudanças precisam do período de adaptação para conseguirmos realmente nos avaliarmos. E que esse período, pode demorar um pouco para passar.
Eu sempre defendi o fato de que as mudanças são necessárias para que possamos crescer e evoluir como pessoas.
Entendo que deixar a segurança, o conforto e o comodismo pra trás, nos torna ainda mais flexíveis para permitir o que temos para viver. O que não é fácil! Abrir mão daquilo que você conhece, que você tem controle, jogar fora, e permitir que o novo tome conta, demanda paciência e muita certeza que vale a pena.
Aliás, fazer valer a pena é algo que me faz mais forte nesse momento.
Ainda estou dando o primeiro passo na imensa mudança que tenho pela frente. Mas, tenho a sensação que fiz o processo certo...Comecei com a faxina no meu coração, com as mudanças necessárias para enfrentar a mudança. Ainda tem alguns "restinhos" de coisas que precisam ser repensadas, mas, a minha base, tá pronta. Agora, a mudança física, que eu tanto hesitei já pode ser encarada com mais naturalidade.
E, sem que eu percebesse ou entendesse, essa mudança faz parte de todo o processo, e é essencial para que eu consiga, finalmente, encerrar um ciclo tão longo e dolorido.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu acredito...

"ELA nos ensinou a INSISTIR.
ELE nos ensinou a ACREDITAR.
Por isso nós INSISTIMOS EM ACREDITAR!"



Lá vai eu outra vez falar de BBB.
Pra quem não assistia e não gostava, paguei a língua da pior maneira possível!
Tudo bem que o programa já acabou faz meses, mas, quando eu me envolvo em uma história, a coisa vai longe, rss
Nos últimos meses, ganhei de novo a companhia dos "benhês" na madrugada. Infelizmente, não era um PPV real, mas, os vídeos feitos com tanto carinho pelos fãs de Max e Francine no youtube foram de bom tamanho pra me manter distraída. Mais uma vez, posso dizer que fui socorrida pela alegria da Fran nas minha madrugadas frias e solitárias.
Agora eu entendo a projeção que eu tentei fazer em cima desses dois!!!
Claro que como uma boa ciumenta de plantão, eu precisava ver outra ciumenta ser feliz com esse sentimento no meio! Eu precisava ver que alguém ia dar certo, mesmo com o tal do ciúme imperando no ar.
Acreditei mais uma vez no conto de fadas, aquele mais estilo Shrek de ser, onde os personagens não são princípes e princesas, mas, "ogros" da vida real.

Fui pega de surpresa com a notícia do fim do namoro dos ex-BBBs. Além do susto, porque eu sinceramente acreditava que o final feliz já tinha chegado, confesso que fiquei muito triste. Triste por ver duas pessoas que parecem tão próximas, por quem tenho tanto carinho, estarem sofrendo e sendo expostos da maneira que estão sendo, e mais triste ainda por ver que contos de fadas da vida real tem mais tormentos do que a gente imagina.

Revivi sentimentos que eu queria não ter revivido. Realmente gostaria de esquecer aquelas coisas todas que eu já senti no final de um relacionamento, e, parece que no meu momento mais sensível, aquelas feridinhas foram cutucadas de novo.
Não vi apenas a projeção dos meus próprios sonhos irem por agua abaixo, mas, vi também todas as minhas expectativas colocadas em cima do sentimento alheio serem frustradas.
Eu não tenho nada a ver com a vida deles. Desejo apenas que sejam muito felizes, que possam decidir com a cabeça fria o que realmente querem pras suas vidas, mas, realmente, ainda gostaria de vê-los juntos.
Não que isso vai mudar a minha vida, mas, de alguma maneira, isso vai poder reacender aquela chama que o amor tudo pode, que o amor fala mais alto, e que ainda existe uma chance para todas as frustrações que eu carrego comigo.
Tenho acompanhado nessa semana, uma comunidade do orkut, onde as pessoas participam de um chat diário sobre o casal "Maxine".
São fãs que estão desesperados pela volta deles, que se reunem em oração para vê-los juntos, e que estão sofrendo, como se fossem realmente íntimos dos dois.
Quando parei para observar isso, além de me achar um pouco mais normal, rs, eu percebi o quanto essas duas pessoas mexerem no íntimo de milhares de adolescentes, jovens, crianças e adultos. Senhoras que voltaram a acreditar no amor romântico, no amor verdadeiro, no amor que vence barreiras!
Pessoas dos mais diferentes estilos e tipos, que durante meses acompanham esse namoro, como se ainda estivessem dentro de um reality show. Que torcem verdadeiramente por esses dois, mas, que muito além disso, torcem por tudo o que Max e Fran trouxeram pra vida deles, que tem como guia principal, a necessidade de voltar a acreditar no amor.
Infelizmente, não estamos falando de dois personagens de novela, onde a gente já sabe que a mocinha vai ficar com o mocinho. Torcemos por isso, mas, não sabemos.
Vemos duas pessoas reais ali, terem que ler os mais absurdos pitacos de quem não tem nada com a vida deles, de pessoas que simplesmente não sabem o que eles viviam dentro de 4 paredes. É o preço da fama... Para essas pessoas, diria Francine "Cuidem de suas vidas", rss
Mas, enquanto não dá pra gente cuidar direitinho de nossas vidas, a gente continua acompanhando a vida deles. Mas, de um jeito saudável, um jeito "maxine" de ser, que nos impede de entrar num limite que não nos pertence, mas, que nos permite torcer muito, mandar muitas boas energias e rezar para que Deus tire desses dois todo "olho gordo" que andaram colocando por aí!
E, que se for melhor para ambos, que eles possam passar por cima das dificuldades, possam enfrentar o amor real, e possam acima de tudo superar as tormentas que uma vida a dois revela.

Eu, ainda ACREDITO!




domingo, 12 de julho de 2009

Outra vez, em crise!


Lá vai eu entrar em crise existencial profunda de novo...Saco!

Raramente assisto o mesmo filme mais de uma vez. Acabo me perdendo nas novas histórias e elegendo novos favoritos.Mas, parece que a vida anda mesmo querendo conversar comigo pelos replays que andam por aí...
Depois de entregar minha noite de sábado às musicas de Roberto Carlos, me embalo na voz de Sandy cantando "Chovendo na Roseira" no filme "A dona da História".Acabei vendo o filme pela segunda vez e pela primeira vez vendo o filme de verdade (redundância consciente).



Tenho me questionado tanto sobre o caminho que vou ter que seguir, que vou ter que escolher uma hora ou outra, e me vem logo esse filme agora pra me fazer questionar ainda mais sobre as escolhas feitas ou não feitas na vida.
Não tenho me sentido dona da minha própria história e pior ainda, acho que nem tenho vontade de conduzi-la novamente.
Não sei o que vai ser dessa crise existencial que se instalou na minha cabeça, mas, não sei se quero que ela bagunce ainda mais as certezas que não tenho.


terça-feira, 7 de julho de 2009

O adeus a Michael Jackson


Eu jamais imaginava que poderia me emocionar no Funeral do Michael Jackson.
E também não tinha a intenção de voltar a escrever sobre isso...
Desde que tudo começou a ser anunciado, fiquei horrorizada com o show e o circo armado em volta da morte dele. As polêmicas causadas por ele durante toda a sua vida não podiam ficar de fora desse dia.
Assisti certa do protocolo que me faria chorar, mas, fui surpreendida pela emoção real existente nele em algumas partes. O respeito silencioso de quem estava presente doeu de um jeito estranho quando aquele caixão entrou carregado pelos irmãos.
Confesso ter tido um sentimento estranho hoje.
Me lembro de ter acompanhado o funeral da Princesa Diana, mas, eu tinha um carinho imenso pela pessoa dela, por tudo o que ela tinha sido e transmitido durante a vida. Mas, o Michael Jackson nunca foi um ídolo pra mim, é sim um grande e incontestável artista que com certeza marcou a minha geração, mas esse era o limite de conhecimento que eu tinha diante de algumas músicas e dos escândalos que marcaram a vida dele.
Não sou eu que tenho que decidir o que o Michel Jackson foi ou deixou de ser durante a vida, até porque, acredito que por tudo o que ele fez e viveu ter sido grande demais, as coisas ruins ditas sobre ele também foram grandes demais.
É apenas inevitável dizer que ele foi sim o maior artista que já existiu. Gostando ou não do trabalho, da fama ou da trajetória, ele é um ícone, um mito e sempre vai ser único.
Fui surpreendida com as palavras de Brooke Shields, que o definiu como “o pequeno príncipe” e o discurso de Berry Gordy (da gravadora que o descobriu). Ambos me deixaram emocionada e as lágrimas rolaram.
Aliás, as lágrimas da família não me comoveram nada, apenas a música Smile cantada pelo irmão, fez de novo meu coração ficar apertadinho, mas, quando a filha quebrou o “tal protocolo do show” e falou, foi impossível não ver por trás de todo circo armado, uma verdade que só aquelas poucas pessoas poderiam conhecer.
Acredito que “a beleza está nos olhos de quem vê” e é isso o que fica da vida e da história desse grande artista que nós apenas conhecíamos pelas manchetes de jornais, e que não podemos jamais atestar terem sido verdadeiras ou não.
A emoção me surpreendeu e preferi desligar a TV quando, no centro do palco do Staples Center acendeu-se uma luz e havia apenas um microfone sozinho....


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Você se justifica por quê?


Interessante pararmos para pensar o quanto nos justificamos na vida.
Estamos o tempo todo mostrando o que nos levou a agir de determinada maneira...

Li há algum tempo, uma frase que me chamou atenção, era algo do tipo "nunca se justifique, pois seus amigos não precisam de sua justificativa e seus inimigos jamais acreditarão..."
Depois dessa frase, passei a me policiar um pouco mais na grande necessidade que eu sinto de me explicar para todo mundo. Melhorei, mas ainda to muito longe de estar bem resolvida a respeito...

Acho importante olharmos para as nossas atitudes e encontrarmos nelas as explicações necessárias para as entendermos. Acredito que quando fazemos isso com uma boa dosagem de sensatez, podemos seguir nossos caminhos mais conscientes daquilo que nos torna humanos.

Mas, existem algumas situações que nos deparamos com justificativas que não nos faz sair do lugar. Acho bacana por exemplo, termos a noção concreta de que somos quem somos pelo que foi construído na nossa história. Porém, é muito pequeno nos apegarmos aos atos passados para justificarmos tudo aquilo que não somos.
Todos nós construimos nossas personalidades, nossos medos e anseios, sonhos e desilusões, de acordo com o que vivenciamos. Mas, chega o momento que podemos e devemos ser mais do que as nossas justificativas.

Chega um momento, que o fato de "eu ter sofrido muito na vida", não justifica mais eu não mudar e fazer algo realmente concreto para que seja diferente. Na minha percepção de vida, essas são as justificativas que não nos fazem crescer, mas sim, estacionar. Perdemos a oportunidade de realmente sermos melhores porque temos uma boa justificativa para sermos ruins.

Acredito que sempre temos duas escolhas diante das nossas justificativas: sermos realmente melhores por conhecê-las e ter a vontade de sermos mais do que elas, ou simplesmente passarmos o resto da vida lamentando e explicando o porquê de não termos verdadeiramente sido quem poderíamos ou deveríamos ser.




sexta-feira, 3 de julho de 2009

1 ano...

"Saudade é o que fica de quem não pode ficar..."
Malu, a tia Mi vai amar vc pra sempre!



quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sua intuição quer falar com você!‏

TUDO o que eu tava tentando dizer, não conseguia entender e precisava 'ouvir'.
PRECISAVA demais dividir esse texto ;)


Vocês bem sabem o quanto sou fã das palavras! Por mim, tudo seria resolvido através de diálogos. Aceito todos os tons, admito as lágrimas e até aqueles silêncios que demonstram ansiedade, tensão, nervosismo ou ainda não sei como dizer.... Afinal, também para mim não é fácil, muitas vezes, expor o que estou sentindo. Mas, por fim, meu lema é: que seja dito o que precisa ser dito, sempre que possível.

No entanto, infelizmente, nem sempre as pessoas estão prontas para falar. Nem todas estão maduras o bastante para a clareza e terminam botando em risco relações preciosas. Aliás, assim como nem todas sabem falar, muitas também não sabem ouvir, não estão preparadas para isso. Chegam cheias de defesas e interpretações pré-prontas, ouvindo apenas aquilo que querem. Assim, é bem difícil conversar, porque os resultados ficam sensivelmente comprometidos.

Ou seja, existem ocasiões em que o diálogo se torna inviável. Nesses momentos, resta-nos apenas uma ferramenta e felizmente, bastante produtiva: nossa intuição. Acontece que, descrentes de seu poder, muitas vezes não damos ouvidos a ela. Ignoramos o que ela tenta nos dizer e insistimos em acreditar que intuição é bobagem.

De fato, há uma gritante diferença entre ouvir a intuição e ceder às minhocas; e é preciso bastante treino, coragem e atenção para perceber esta diferença, pois a intuição fala sozinha, mas as minhocas falam em coro, confundindo nossa sensibilidade e avacalhando nossa sensatez.

Para mim, intuição é coração, é percepção pura, é contato direto com a nossa realidade – a verdadeira; sem se deixar seduzir por terceiros nem ceder aos apelos infantis de nossas neuroses: ciúme, insegurança, apego, etc. Portanto, precisamos nos desintoxicar o máximo possível para ouvirmos a intuição.

Estar só, em silêncio, num estado meditativo, contemplando nossos reais desejos, refletindo sobre o que está acontecendo e o que realmente pretendemos é uma boa maneira de alcançar esta voz interior. Mas, sobretudo, é preciso acreditar que ela fala...

O que mais vejo são pessoas renegando sua própria intuição, dando bem pouco ou nenhum crédito a ela. Ficam presas ao que o outro disse (ou não disse) sem considerar o que realmente estão sentindo e percebendo.

Sim, porque é muito comum você perceber que algo está acontecendo na sua relação, mas quando tenta conversar com o outro, ele se apressa em negar, afirmando categoricamente que você está enganado e que nada está acontecendo. Você até tenta se convencer, mas não consegue. A voz continua sussurrando em seus ouvidos que algo está errado... e aí você não sabe como agir, a quem dar ouvidos.

Minha sugestão é para que você pondere sobre o equilíbrio. Ouça, sim, a sua voz interior e encare-a como uma ‘luz piscante’, um sinal de alerta. E deixe o tempo passar um pouco. Observe os próximos acontecimentos. Não se agarre definitivamente nem à sua voz e nem à voz do outro. Espere!

Esteja certo de que o próprio ‘andar da carruagem’ se encarregará de dar o diagnóstico: intuição ou minhocas. O objetivo aqui não é provar nada a ninguém, mas apenas sugerir que você não abra mão de sua intuição, não ignore sua inteligência afetiva. Seríamos, certamente, bem mais seguros e teríamos uma auto-estima bem mais elevada se confiássemos um pouco mais no que diz o nosso coração...

ROSANA BRAGA
www.rosanabraga.com.br

Quanto mais eu rezo...

VOTECONTÁ!

Definitivamente, eu não estou acostumada com a loucura alheia. Mal me acerto com a minha!!!
Teve uma vez que minha tia disse que temos 3 maneiras de aprender na vida: a primeira, através da busca de conhecimento, leitura, enfim...A segunda, através dos erros dos outros, nos espelhamos e evitamos o nosso. A terceira, é com os próprios erros. A mais dolorida, mas a mais eficiente, FATO!

Infelizmente (ou não), eu ando passando pelas 3 etapas.
e mesmo assim, tenho dificuldade de aprender a lidar com as pessoas.

Não sei o que anda acontecendo comigo que só me ferro ao dar as trocentas chances pras pessoas na minha vida.
Tenho me questionado se não deixei as pessoas erradas ficarem...Sinceramente, tenho me questionado muito isso, e, tenho tido a certeza que a gente nunca conhece realmente as pessoas.

E, viva as chances que não são bem aproveitadas!
E viva a imensa quantidade de ensinamentos que a vida tem me dado...
Porque de resto, eu já não sei mais nada!
**E a rosa azul é só porque eu gosto de azul, pronto!!! rss