domingo, 15 de novembro de 2009

Tem gente que acha que sabe demais...


Tem gente que sempre acha que sabe.

Sabe o que é melhor pra você, sabe como você se comporta, sabe o que te faz bem, sabe o que você pensa, sabe o que você gosta...As pessoas sempre acham que sabem, sabem, sabem e sabem.

Incrível como é pra dar palpite na vida dos outros, todo mundo sempre sabe o que falar, sabe o melhor jeito de se fazer, como deveríamos agir...

Interessante pensar se as pessoas sabem ou pensam que sabem.

O que faz alguém achar que sabe mais de você do que você mesma?

Entendo e concordo que existem algumas coisas que não conseguimos ver. Algumas coisas que não percebemos ou mais do que isso, algumas coisas que negamos em nós mesmos.

Mas, se o negamos, é porque essa negação de alguma maneira nos defende. Pode ser uma proteção diante daquilo que não sabemos lidar, uma proteção das reações que não sabemos se teremos, uma proteção daquilo que ainda não estamos preparados para enfrentar.

Existem sim muitas coisas que as pessoas sabem, mas, isso não quer dizer que nós não sabemos e que precisamos que alguém fique nos dizendo o que devemos e como devemos fazer.

Sou daquelas pessoas que acreditam que todos os erros são válidos. Inclusive para o aprendizado, crescimento e amadurecimento. Como alguém acredita que tem o direito de interferir nesse processo, escolhendo a sua melhor maneira de agir, pensar e fazer?!

Como aquela pessoa chegou no ponto de saber que aquilo é melhor? Pelo que ela passou para chegar a essa conclusão? Por que você também não pode chegar lá com as próprias pernas, ou melhor, com os próprios erros?!

Não sou contra os conselhos, nem contra aqueles pitacos inteligentes, de pessoas amigas, que te amam, querem o teu melhor e de alguma maneira podem te ajudar. O que sou contra, é aquela pessoa que simplesmente acredita que sabe e pronto. Sem ouvir sua opinião, sem entender o seu lado, e sem tentar respeitar aquilo que acontece com você naquele momento, sem conhecer a situação que você está vivendo para pensar e agir como tem feito.

Pessoas que se acham no direito disso ou daquilo, ou que por acharem que sabem, se metem na sua vida de maneira tão feia que acabam se esquecendo da delas.

Faz tempo que estou sem escrever por aqui, e acabo sentindo falta. Mas, acho que estou numa fase complicada de observar as pessoas. Um olhar mais crítico de quem tem sido muito criticada... Mas, ainda chego lá. Estou ao menos tentando me colocar no meu lugar, e quando for para "achar que sei", me limitar a saber o que só corresponde a mim mesma e minha própria vida.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Estamos com fome de amor


Estamos com fome de amor – por Arnaldo Jabor

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e
transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam
sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os
novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era
resolvido fácil, alguém duvída?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber
carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de
um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que
vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa
marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a
carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão
distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de
relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
“Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada
“Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em
meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase
etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que
verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e
falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo
pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou
muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca
mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à
dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que
se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o
dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser
estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out,
que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me
aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou
outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu
não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo
resto da vida.


Antes idiota que infeliz!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Me deixem viver!!!!


As vezes tenho a impressão que o mundo seria bem melhor se as pessoas não se metessem tanto nas vidas umas das outras.

As relações humanas estão cada dia mais propensas ao desastre, pela falta de sensatez daquelas que adoram meter o bedelho onde não foram chamadas.

Esses dias, aconteceu uma comigo, que tá até agora entalada na minha garganta. Passei por uma situação complicada com meus pais, onde tenho plena consciência dos meus erros e da dimensão que eles tiveram em nossas vidas.

Levei meses para reconquistar a confiança de ambos, e muitos tropeços foram necessários para que eu conseguisse, aos poucos, restaurar nossa relação.

Depois de um tempo, quando a vida quase "normal" já segue em percurso, uma daquelas pessoas que se acham donas absolutas da verdade, resolveu dar conselho para os meus pais.

Sabe aqueles momentos super propícios, onde as pessoas almoçam em paz, conversam, dão risada, e a "prima sabidona" resolve tocar no assunto?!

Pois é! VENDAM DESCONFIÔMETRO NAS FARMÁCIAS,PELO AMOR DE DEUS!

Se ainda tivéssemos no auge do problema, se o assunto estivesse em pauta, ou se a opinião dela fosse solicitada, ótimo...Mas, NÃO! A vontade ali era unicamente de parecer ser a "sabidona da estrela", SÓ PODE.

Eu, definitivamente, atraio pessoas que adoram dar palpites. É incrível como esse povo me adora, me segue e se mete na minha vida!

Se eu ficasse de ti ti ti com as minhas tias fofoqueiras, se eu fosse na casa da mãe dessa minha prima 'querida' dar opinião sobre ela, tudo bem. Daria espaço para que fizessem o mesmo e eu deveria no mínimo colocar o rabinho no meio das pernas e ficar calada.

Mas não...Sou super na minha, não me intrometo, não dou palpite, não comento, não falo sem ser chamada, nada...

As vezes tenho certeza que a diversão alheia é ficar se metendo na vida de quem tá queto...Parece que algumas pessoas gostam de ver o circo armado, querem uma confusão arrumada e ainda sente prazer em se acharem rainhas da verdade.

Pessoas que perderam a sensibilidade e o bom senso quando o assunto é respeitar o que não lhes diz respeito.

Sim, os relacionamentos humanos estão se definhando pelo egoísmo e egocentrismo daqueles que acreditam saber de tudo e sentem-se melhores e soberanos diante da vida alheia.

Enquanto essas pessoas que se dizem restauradas, não olharem para os próprios umbigos e perceberem que o problema NÃO está no mundo que as cerca, continuaremos tendo mágoas criadas e desentendimentos pipocando por aí, fundados em um monte de hipocrisia.

A minha parte, faço todos os dias, quando coloco a minha língua pra dentro e não dou trela para aquela vontadezinha inoportuna de falar o que eu não preciso.

Dizem que em boca fechada não entra mosca, e deixo dito: "CUIDEM DE SUAS VIDAS!!"

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SOS REGIME!!!!



Não me lembro de um período mais longo que eu tenha sido "definitivamente" magra ou "definitivamente" gorda. Sempre sofri do famoso "efeito sanfona". Nada gostoso ver aqueles corpinhos lindos, das minhas amigas lindas desenvolvendo e eu ali, sempre encarando a oscilação da balança.
Tenho raiva desse ser desnaturado que inventou o regime. É um tal de 'pode isso', 'não pode aquilo', que não tem psicológico que resista. Quanto mais tento me concentrar em emagrecer, mais vontade tenho de encarar o chocolate depois do almoço e o pastel no fim do dia.
Na verdade, apesar dessas brigas com a balança, essa é a prmeira vez que eu realmente me vejo com sérios problemas contra ela. Problemas sérios daqueles mal resolvidos que garantem mágoas e cicatrizes fortes a ponto de atravessar a rua para não bater de frente com uma.
Teve um período da minha vida, que emagrecer era cotidiano, algo que eu nem precisava me esforçar para acontecer. Saudade daquela época...Tá, saudade em partes, porque o emagrecimento veio como herança de um grande desastre amoroso.
Apesar disso, a autoestima era mais alta do que a atual.
Aliás, acho que vou defender uma tese: melhor ser magra e estar sofrendo por amor, do que ser gorda e estar bem resolvida. (ta, parei).
Ironias deixadas de lado, o meu desabafo segue em ritmo de caminhadas e chocolates. Se resolve muito, eu acredito que não, mas também não dá pra cair na besteira do remédio pra emagrecer (sempre fui contra e nunca tomei). A menos é claro, que esse remédio tenha 1,70m, uns 30 anos, seja bem resolvido, carinhoso, dedicado...Tá, parei de novo.
A pior parte de estar 10Kg acima do peso, não é encontrar as amigas lindas e magras, nem quando no mercado, aquelas amigas da sua mãe chegam pra você, com aquele ar de espanto e solta um "fia, como você engordou!!!" ou então, quando pela manhã, você acaba usando a mesma roupa de três dias atrás, porque no seu guarda-roupa, quase nada te serve. A pior parte, é olhar as fotos de meses atras e não saber quando ou se você vai conseguir ser aquela pessoa que se olha no espelho e gosta do que vê de novo. E, como as piores partes nunca vem sozinhas, essa pior parte vem acompanhada daquela sensação de impotência de quando a ansiedade é tão tão tão alta, que você só dá conta dela com a outra barra de chocolate em mãos...



sábado, 3 de outubro de 2009

Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar..

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola - 1936/2008

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ana Clara


De vez em quando me pego olhando para os meus sobrinhos e pedindo a Deus que os congele no tempo. Vejo essas crianças crescendo e vai me dando aquele friozinho na barriga de que o tempo ta passando cada vez mais depressa. Não tenho vergonha de assumir a minha corujice. Sou daquelas tias que são tias de verdade. Choro, dou risada, sofro e me entrego por inteira pelos meus pimpolhos. Dou a vida por cada um deles se for preciso, e nessas minhas conversas diretas com Deus, eu peço para que eles não cresçam, mas, depois olho com orgulho o quanto eles estão se tornando "gente grande".

Mas, hoje vim aqui falar de um pacotinho que eu segurei no colo há 9 anos, e que eu queria poder ter sempre por perto...Um pacotinho sem cabelo, com brinquinho e com uma buchecha tão gostosa que a vontade era de ficar cheirando ela o tempo todo.

A Ana Clara foi a 4ª sobrinha, mas, por ser a primeira menina, mexeu comigo de um jeito que nem eu mesma consigo descrever. Desde que vi aquela "coisinha rosa" pela primeira vez, eu já percebi que ia ser difícil eu não me apaixonar. Pois é, a paixão pela Ana Clara é quase que uma entrega. Eu sinto como se ela fosse um pedacinho de mim, e, minha cunhada que me perdoe, eu até sinto como se fosse um pouquinho minha também!

Aquele cabelo que não crescia nunca, aqueles quilos de hipoglós que eu gastava cada vez que ia trocar a fralda, aquela princesinha toda emperequetada, que saia na rua comigo como uma boneca cor de rosa, essa é a Ana Clara.

Aquela que em tantas oportunidades foi a minha companheirinha, que me consolou e disse coisas que um adulto não diria tão bem. Aquela que ficava até tarde pintando pra poder comer um brigadeiro no meio da noite escondido do vô. Aquela que ficava amiga das minhas amigas, só pra ficar ainda mais próxima...

Sinto como se eu tivesse nascido pra ser tia da Ana Clara.

Final de semana, pude ter a certeza que o tempo tem passado pra ela também. Percebi que minhas conversas com o "Cara" lá de cima, não tem ajudado muito, rss

Aquele pacotinho rosa, ta se transformando numa verdadeira mocinha. Tá começando a trilhar a própria vida e vai chegar a hora, que os finais de semana não vão mais poder ser preenchidos pela tia aqui. Vão ser as amiguinhas que terão privilégios.

As histórias dos piqueniques no lago, das compras de baboseira no mercado, das pinturas de domingo a tarde, vão ficar apenas na memória. Sinto que vai deixar saudade, e, só de olhar pra "minha pequena", já me dói o coração ao ver que ela não é mais a "bebe da tia".

Tá, eu sei que o papo nostálgico deveria estar sendo pra mãe dela, mas, que posso eu fazer, se pra mim é como se fosse?! O que eu posso fazer se vejo ela desabrochando e morro de vontade de guardar dentro de uma caixinha, pra não sair nunca de perto de mim!!!

Tá, eu sei que não é assim que funciona. Eu sei o quanto é importante e necessário pra ela, crescer e voar tudo o que ela precisa, mas, não tenho culpa se dói!!!

Olho pra Ana Clara e vejo nela todas as certezas que eu não tinha e nunca tive sobre mim. Vejo até um pedacinho da tia Mi plantado no coraçãozinho dela...E, é essa plantinha que sustenta a minha nostalgia de hoje! Porque eu morro de orgulho de vê-la crescer e aflorar.

Sinto o friozinho na barriga ao sentir que ela tá só começando, e que eu vou ter que me contentar com aquele pedacinho que as tias ficam quando as sobrinhas crescem. Aquele pedacinho que parece tão pouco diante de todo o tempo que me fez ter as histórias que tenho hoje pra contar. Mas, é um pedacinho seguro, de quem viveu todas as fases, de quem trocou as fraldas, de quem recebeu os abraços mais gostosos e apertados. É um pedacinho que parece pouco, mas que se completa quando recebe um sorriso e um "oi tia" daqueles que fazem sorrir a alma!

É um pedacinho que parece pequeno, mas, que quando se enche do amor que eu sinto, fica muito maior do que eu posso imaginar.

E, enquanto essa transformação acontece, vou me dedicando a ocupar todos os pedacinhos, as brechinhas e os espacinhos que vão sobrar pra tia fazer o papel dela. E, vou fazê-lo com toda dedicação que eu puder, porque meu amor permite! Meu amor e meu orgulho em poder olhar e dizer: "é minha sobrinha!"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


Realmente, depende de mim.

Já escutei muito aquela frase de "só depende de você pra dar certo" ou aquela outra "só depende de você tentar mudar". Depois de bater de frente com as frases e todas as vontades que as seguem de não depender só de mim, entendi que não tenho saída. Depende mesmo só de mim.

Repetitivo? Muito! Deve ser pra eu não esquecer o quanto realmente é verdade!

Tudo o que tenho experimentado na minha vida nos últimos tempos, tem me mostrado que as circunstancias nem sempre vão depender de mim, mas o que vou fazer com elas, sim.

Não quero, não quero e não quero, mas, chega uma hora que eu preciso querer. Chega um momento que não dá mais, tenho que querer alguma coisa. Essa alguma coisa vai crescendo, fortalecendo e outras coisas vão surgindo. E assim, conforme vou entendendo que "só depende de mim", as coisas vão começando a deslanchar, acontecer e tudo aquilo começa a fazer mais sentido...

Sentido que foi dado por mim, pela minha força de vontade, pela minha persistência em tentar, em não desistir e principalmente, pela minha determinação em me levantar todas as vezes que eu cair.

E parece que as coisas vão ficando mais fáceis, apenas pelo fato de eu não ter mais aquele sentimento de "não quero nem tentar" dentro de mim.

Hoje eu sei que se não der certo, eu tentei, porque, eu consegui entender o quanto realmente depende de mim!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O fio de cabelo branco...


A minha mãe tem quase 65 anos e nunca pintou o cabelo. Agora que alguns fios mais brancos tem ganhado destaque na sua cabeça. As pessoas até se impressionam quando ela diz que nunca pintou...

Durante toda a minha vida, a escutei admirar aqueles velhinhos com "cabelos brancos como algodão" e dizendo que assim ficariam os seus: sem pintura. Por um pequeno período, cheguei a acreditar que ela mudaria de ideia, mas, hoje tenho certeza que não. Aqueles fios brancos, mesmo que poucos, representam pra ela uma espécie de livros de histórias, como se fossem os fios, os capítulos de sua vida, demonstrando um pouco da sabedoria adquirida com o passar dos anos.

Eu não sei se conseguirei ter a mesma determinação da minha mãe. Há alguns meses, me deparei com o meu primeiro fio de cabelo branco. Não lembro qual a minha reação imediata, mas, tenho claro na memória como foi a descoberta. Depois dela, me deparei filosofando todo aquele simbologismo que tem os cabelos brancos.

Descobri naquele meu primeiro fio branco, um certo amadurecimento que venho buscando a tanto tempo. Até mesmo um amadurecimento que eu acreditava já ter, mas que muitas batidas de cabeça me mostraram que ainda tinha muito que percorrer.

Encarar aquele primeiro fio de cabelo branco, mexeu com uma série de questões dentro de mim, que superam a dúvida de quando começar a pintar o cabelo. Lembro quando meu primeiro dente do ciso apareceu, aquela velha brincadeira que "chegou o juízo" me frustrou um pouco, afinal, o dito cujo não andou me visitando muito desde que os tais dentes nasceram...Agora, o cabelo branco mexe com um imaginário gostoso do amadurecimento que tenho buscado.

Olho para os velhinhos que encontro na rua, com uma admiração por tudo aquilo que eles têm para acrescentar na minha vida, e é esse sentimento que o meu fio de cabelo branco me desperta.

Sei que nessa arte de amadurecer, ainda estou começando a engatinhar, e o caminho é longo, mas, eu gosto de percorre-lo. Sei também que o frio de cabelo branco que hoje me é tão poético, logo será uma daquelas preocupações que vou dividir com os potes de creme anti rugas e a duvida do tom certo de tinta... Mas, se eu tiver histórias para contar, experiências que me façam crescer e uma pequena dose de sabedoria para dividir, vou sentir orgulho de todas elas...

sábado, 29 de agosto de 2009

Assim sigo aprendendo...


Depois de um tempo distante daqui, vou tentar atualizar com mais frequência. É sempre bom pra mim conseguir materializar através das palavras as fases da minha vida. Assim, consigo parar, pensar, analisar e direcionar melhor as minhas decisões.

Deus tem agido na minha vida de um jeito muito intenso. Como diz um texto maravilhoso que li essa semana do Monsenhor Jonas Abib, tenho sido moldada por Deus, como um artista plástico molda suas artes para ainda depois disso, colocar no forno.

Não sei bem em que fase dessa obra de arte estou, mas, sei que tudo faz parte de um plano maior pra minha vida, e é com essa fé que tenho enfrentado todos os novos caminhos que tenho tido a oportunidade de seguir.

Essas minhas passagens relâmpagos em alguns lugares, tem me feito observar ainda mais as pessoas, e com isso, mudar em mim aquilo que tenho percebido necessário.

Engraçado que de dois meses pra cá, convivi em lugares distintos, com diferentes pessoas que tem personalidades opostas, mas, que acabam caindo em algumas armadilhas do cotidiano que eu também caía, e, através da minha observação, me dei conta da necessidade da minha mudança.

Nem preciso dizer o quanto tenho enfrentado a necessidade da humildade. Me tornei uma pessoa muito mais simples, humilde e acima de tudo, estou aprendendo a ouvir mais do que falar.

Das pessoas que convivi (e estou convivendo) mais intensamente, posso falar de duas. Duas personalidades opostas, duas vidas diferentes, em tudo. Mas, duas pessoas que tem o mesmo hábito de acreditar que sabem mais que os outros. Pessoas maravilhosas, mas, que no decorrer dos dias, tem mostrado sua dificuldade em prestar atenção naquilo que outras pessoas também podem ensinar. Pessoas que se esqueceram de olhar no espelho e identificar as suas fraquezas ao invés de apenas engrandecerem as suas verdades.

Isso não muda em nada o carater dessas duas pessoas tão incríveis, mas, me faz olhar para o espelho todos os dias e entender que eu posso ser diferente.

Com essas situações, tenho aprendido a falar menos, a dar menos pitaco na vida dos outros, e a abaixar minha crista quando eu acredito saber das coisas.

Eu não sei de nada! Tenho muito o que aprender na vida ainda, e, tenho consciência que posso aprender com todo mundo, passando por aquela senhora que ajudo a atravessar a rua até com aqueles que convivo mais intensamente.

Todos os seres humanos podem acrescentar na vida do outro, não importa se essas pessoas são grandes sábios ou considerados grandes fracassados.

Precisamos aprender a olhar para o outro e aprender com a diferença dele, não criticá-lo.

Eu aprendi a não falar mais que uma pessoa está certa ou errada. Ela apenas defende a verdade dela, que pode ser diferente da minha, mas, não precisa ser melhor ou pior.

Realmente, tenho muitas batalhas ainda para enfrentar enquanto não passo pelo "meu forno", mas, já consigo entender que para enfrentá-las, tenho que ser humilde, escutar mais e ter consciência que estou em um constante aprendizado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Solidão

"Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência
de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
às vezes para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto...

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa alma."

Chico Buarque

domingo, 9 de agosto de 2009

Ao meu Pai!


Hoje é mais um daqueles dias que a sociedade criou para nos lembrar de algo que deveria ser cultivado todos os dias: parabenizarmos e agradecermos os nossos pais.
É engraçado como precisamos de uma data marcada para dizer coisas bonitas para as pessoas mais importantes que temos na vida.
Eu sempre tive facilidade de falar, escrever e demonstrar o meu amor, mas, de uns tempos pra cá, me tornei bastante fechada e confesso, essas datas tem sido importantes para que eu consiga abrir um pouco o coração e declarar o meu amor.

O meu pai é a grande paixão da minha vida.
Talvez seja aquela história de filha mulher, mais apegada ao pai. Talvez seja o fato de ser a filha mais nova, a única mulher...
Tudo colaborou um pouco para esse amor incondicional ficar um pouco maior.
Tenho pelo meu pai uma admiração enorme, intensa, verdadeira.

Posso ir contra algumas atitudes, opiniões, mas, se ficamos muito tempo brigados, a minha dor é a mais intensa que posso sentir.
Quando o decepciono, sofro mais do que ele.
Quando estou longe, sinto falta até das suas broncas ou palavras tortas.

Talvez o meu pai não tenha dimensão do amor que eu tenho por ele.
Acho que essa, com certeza é a minha maior falta: permitir que ele acredite, pelos meus erros, que eu não o ame o suficiente.
Ainda não sei como dizer a ele o quanto eu sou grata a todo amor, toda dedicação, toda força, toda bronca e até todas as brigas que ele me deu até hoje.
Se tenho tido a oportunidade de ser uma pessoa melhor, devo ao meu pai, que sempre soube me estender a mão, me amar e acima de tudo, me corrigir.

Pai, hoje eu gostaria de tornar público o meu amor infinito.
Daria a minha vida, sem nem precisar pensar por 2 segundos, pela sua.

O senhor é, com certeza, a pessoa mais importante do mundo pra mim.
E, eu tenho muito orgulho de ser sua filha.

Feliz Dia dos Pais, todos os dias!
Te amo muito...



Uma música, que faz com que eu me lembre, do abraço do meu pai:


Uma musica, que me lembra infância:

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A arte de não ser o suficiente


Sabe aquela impotência que você sente quando tenta sempre fazer o melhor, mas, mesmo assim essa tentativa nunca é boa o bastante? Aquela história de você tentar o tempo todo agradar alguém, mas esse alguém consegue apenas olhar para o que você não fez, ou para o que poderia ter feito melhor, ao invés de olhar pro outro lado, entender seu esforço, elogiar suas conquistas e simplesmente ver o lado bom...
Pois é, essa é a péssima sensação inicial que temos, de não sermos "o suficiente".
Tem gente, que sem se dar conta, é especialista em te colocar pra baixo. Sempre te critica, te olha torto, te lança indiretas, nunca acha que você é bom o suficiente ou alguém à altura.
Eu cansei de permitir que as pessoas me fizessem sentir assim. Deixei por muito tempo de ser o que queria ou sentia vontade para agradar alguém. E, mesmo assim, não era o suficiente.
Pois bem, aprendi que não ser o suficiente é uma arte. Não ceder ao outro quando os seus limites não permitem, não é algo ruim.
Em uma das pregações do Padre Fábio de Melo, ele mostrou o quanto é ótimo
não sermos perfeitos, afinal, a perfeição é realmente algo divino e, para chegarmos perto dela, precisamos estar em constante crescimento e mudança.
Pois é essa a visão que eu prefiro ter da arte de não ser o suficiente.

Não sou o suficiente porque preciso crescer, amadurecer e tenho consciência disso.
Não sou o suficiente porque eu preciso exercitar sempre a minha humildade com quem espera mais de mim e conseguir aprender também com essas pessoas.
Não sou o suficiente, porque tenho a consciência que não sou perfeita e mesmo assim, luto todos os dias para ser melhor.

Pensando assim, eu gosto, e gosto muito de não ser "o suficiente".

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Milk- A Voz da Igualdade


"Não podemos viver só de esperança, mas, sem esperança não podemos viver"

Essa é a frase que resume bem os sentimentos despertados em mim depois de ter assistido ao filma Milk- A Voz da Igualdade.
Eu não conhecia a história de Milk. Perdi levemente o interesse por ela, quando meu primo chegou da locadora com o filme e disse que uma senhora foi devolvê-lo 2horas depois da locação, revoltada com as cenas "explícitas" que ele tem. Mas, olhei para aquela legenda de "baseado numa história real" e não me contive.
Confesso que na primeira cena mais forte, criei uma barreira, não diria que preconceituosa, mas, bastante rotulada daquela história que eu assistia.
Adoro filmes baseados em histórias reais. Tenho uma predileção aos personagens que fogem às grandes mentes criativas de autores e roteiristas, conseguindo deixar suas marcas de realidade na vida.
Para quem não assistiu, fica a dica: o filme é muito bom, e a história, melhor ainda. Envolvente, inspiradora e o mais importante: direta.
Não estou aqui defendendo ativistas gays ou indo contra os costumes conservadores. Estou apenas pedindo, para que, ao assistir um filme que conta a história de um ícone tão forte, possamos nos despir de todos os preconceitos e enxergar além do que queremos ver.

Gostaria que as pessoas assistissem o filme e pudessem se dar conta de que, para os sonhos se tornarem reais, eles precisam ser defendidos, precisam que acreditem neles e justamente por isso, precisam que lutem para torná-los reais.
Fazemos parte de uma sociedade "morna". Nos acostumamos que alguém defenda algo e o torne concreto para que assim possamos desfrutar da sua conquista.
Lamentamos as notícias que não nos agradam e não nos movimentamos para fazer algo de que possamos realmente nos orgulhar.
Perdemos os nossos sonhos quando nos conformamos com as dificuldades que encontraremos para realizá-los e decidimos não "passar por isso".
E, quando me vi quebrando os rótulos previamente formados e assistindo ao filme Milk, me dei conta que preciso reacender em mim a esperança para continuar lutando por aquilo que acredito e buscar as minhas forças para enfrentar essas dificuldades do caminho.
Entendi, que se eu desperdiçar meus sonhos, simplesmente acatando às complicações que eles vão me trazer, vai chegar o momento que eu não vou mais saber qual é o meu ponto de chegada.

Filmes como Milk, tem muitos por aí. São milhares de títulos disponíveis para te fazer pensar, refletir e mudar alguma coisa dentro de você. Mas, personagens reais como Milk, que fizeram da sua vida uma luta para a conquista de sonhos, podem ser considerados poucos e únicos.
Depende só de mim, de você, escolher ser o personagem real que vai fazer diferença na própria história.

domingo, 2 de agosto de 2009

E você, já passou por isso?!


"Sim, eu imagino o que você sentiu."
Assistindo ao ultimo Globo Repórter, era essa a frase que eu tinha vontade de dizer para todas aquelas mulheres que foram corajosas e deram seu depoimento sobre traição no programa.
Não adianta, se você nunca viveu essa situação, provavelmente você vai viver um dia. Seja no papel do traidor, ou no papel do traído.
Eu costumava dizer que jamais perdoaria uma traição. Até que veio uma, duas, três...E eu me vi ali, andando em círculos naquelas promessas de nunca mais.
Por um tempo, você acredita mesmo que aquela situação vai acabar e as coisas voltarão a ser como antes. Que tudo vai ficar pra trás como um grande pesadelo e que a dor que você sentiu,vai ser superada pela mudança.
Algumas pessoas, grandiosamente conseguem, a maioria não.
Na minha vida, não deu certo.Precisei de alguma maneira quebrar o ciclo vicioso que as traições estavam virando. Ou eu "perdia" aquela relação, ou jamais voltaria a ser eu mesma.
Mas, tenho amigas que recomeçaram o casamento, o namoro, depois da traição. Conseguiram se reencontrar no meio "daquilo tudo" que só quem viveu conhece bem, e reescreveram suas histórias.
De comum? A dor imensa que uma traição causa. Machuca e machuca muito. São marcas que vão estar sempre ali com você, mesmo quando as cicatrizes não doerem mais, você vai saber que elas existiram e o que as tornou reais.
Essas marcas, podem fazer muito por você também. Podem te fazer acordar, recomeçar, reconstruir a autoestima dilacerada que uma traição deixa...Ou podem te deixar descrente, cético e um pouco mais frio quando se trata de acreditar novamente no outro e em uma nova relação. No meu caso, a segunda opção tem sido persistente em me acompanhar.
Às vezes, acho que é uma pena. Era gostoso ter aquele romantismo que chegava no limite do ilusório sustentando meus sonhos. Aquela sensação do "amor maior"...Já até me peguei sentindo falta dessas sensações, que eram ingênuas a ponto de acreditar que relacionamentos podem ser eternos.
Achei que depois de alguns anos, essas sensações voltariam, mas, pelo que percebi, até posso ter de vez em quando alguns lapsos, mas a realidade acaba batendo a minha porta.
Não que eu tenha me tornado fria ao extremo, de não confiar mais no amor, mas, o sinto cada vez mais real, menos passional e com aquela dose extra de cotidiano, que não impede que aquilo tudo volte a acontecer comigo, mas, que me deixa muito mais preparada para evitar e não chegar às últimas consequencias, como as minhas marcas insistem em me alertar. Afinal, elas estão ali por um bom motivo....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A minha mudança!


É claro que mudança assusta. Tudo o que é novo, nos causa uma certa estranheza capaz de fazer aquele pensamento negativo do "e se não der certo" ganhar espaços maiores nos nossos pensamentos.
Passei os últimos meses da minha vida esperando que Deus me mandasse a chance da mudança. Pedindo para conseguir recomeçar diferente, tentar de novo.
A mudança chegou.
No dia que me dei conta que ela aconteceu de verdade, o medo bateu forte na minha porta. Todas as inseguranças que eu tinha escondido na força do recomeço, toda a saudade antecipada e principalmente, todo medo do desconhecido, me fizeram perder o sono.
Por mais que eu estivesse ali, feliz, entusiasmada e empolgada, meu coração estava apertadinho com o que ainda viria pela frente.
Até que nas despedidas, me dei conta do quanto é importante que elas aconteçam, e, até o medo que eu estava sentindo se tornou essencial para a minha prudência.
Entendi que o novo assusta, mas, que esse susto é necessário quando a mudança é grande.
Entendi também que grandes mudanças precisam do período de adaptação para conseguirmos realmente nos avaliarmos. E que esse período, pode demorar um pouco para passar.
Eu sempre defendi o fato de que as mudanças são necessárias para que possamos crescer e evoluir como pessoas.
Entendo que deixar a segurança, o conforto e o comodismo pra trás, nos torna ainda mais flexíveis para permitir o que temos para viver. O que não é fácil! Abrir mão daquilo que você conhece, que você tem controle, jogar fora, e permitir que o novo tome conta, demanda paciência e muita certeza que vale a pena.
Aliás, fazer valer a pena é algo que me faz mais forte nesse momento.
Ainda estou dando o primeiro passo na imensa mudança que tenho pela frente. Mas, tenho a sensação que fiz o processo certo...Comecei com a faxina no meu coração, com as mudanças necessárias para enfrentar a mudança. Ainda tem alguns "restinhos" de coisas que precisam ser repensadas, mas, a minha base, tá pronta. Agora, a mudança física, que eu tanto hesitei já pode ser encarada com mais naturalidade.
E, sem que eu percebesse ou entendesse, essa mudança faz parte de todo o processo, e é essencial para que eu consiga, finalmente, encerrar um ciclo tão longo e dolorido.