segunda-feira, 27 de abril de 2009

Agradar quem?



Durante anos na minha vida, vivi a necessidade de agradar todo mundo.
Era um tal de ser boazinha demais, fazer isso, ir naquele lugar, ver aquela coisa, ouvir aquele outro, comer aquilo lá, tudo, absolutamente tudo era para agradar o outro.
Não era importante pra mim o quanto eu queria, o quanto eu tinha vontade e principalmente o quanto eu não queria e não tinha vontade.
Há algum tempo tenho mudado gradativamente no meu cotidiano, mas, algumas pessoas que não estão ao meu lado o tempo todo, realmente estranham.
Ontem tive uma conversa gostosa, longa com a minha prima, daquelas que não temos há um bom tempo. Crescemos juntas, vivemos ao lado da outra as melhores fases da vida, e com o tempo, fomos tomando rumos diferentes, interesses diferentes e o afastamento natural da vida foi acontecendo.
Mas, como o que é verdadeiro simplesmente fica, mesmo longe sempre estivemos juntas e o amor que fica é inevitável, uma hora bate a porta novamente.
Desde que meu priminho nasceu, tenho voltado a participar da vida da minha prima um pouco mais. Seja por e-mail, MSN, telefone ou visitas correndo, acabamos participando mais da vida uma da outra de um ano pra ca. Nunca vou me esquecer que fui a primeira a pegar o Lucas no colo e levá-lo pra ela. Momento único e indescritível pra mim...
Bom, a questão é que tenho percebido a minha prima, na fase que eu vivi por muito tempo: agradando os outros!
Fazendo tudo por todo mundo, abrindo mão das próprias vontades, cedendo mesmo não querendo muito e sempre, sempre e sempre tentando agradar.
Percebi na minha prima ontem, que se eu não desse um basta nisso, eu ia pirar, enlouquecer e há muito tempo não seria mais eu mesma...
Percebi que as pessoas que me amam de verdade, me amam mesmo eu não fazendo tudo por elas o tempo todo, e, inclusive me amam mais, porque eu consigo me amar mais e me priorizar.
Percebi que se eu não tivesse há alguns anos, saído da terapia em prantos ao ouvir que se eu não fosse menos permissiva, eu não sairia daquela situação que eu me encontrava, eu não teria tanto discernimento hoje para lidar com as minhas situações.
Não sei quanto tempo faz que as minhas amigas desistiram de colocar meu nome na listinha daquelas para quem ligar e marcar de sair na sexta a noite. Elas entenderam que se eu não tiver com vontade, eu simplesmente não vou! E, elas não deixaram de me amar e de serem minhas amigas por isso!
Algumas pessoas simplesmente cansaram de ligar pra me convidar para passar uma semana fora de casa, e insistir que me faria bem, porque entenderam que o dia que eu tiver com vontade de tirar esse tempo, eu vou ligar e vou fazer.
As pessoas que me amam, desistiram de insistir para que eu fizesse algo que eu não quisesse. E, não deixaram de me amar por isso!
Eu parei de fingir que gosto daquela comida, que não ligo de fazer um milhão de favores que eu não esteja a fim de fazer, de falar sempre “sim, tudo bem”, quando a minha vontade é falar “eu não quero!”. E, isso tem me feito bem demais!
Claro que aquelas pessoas que estavam acostumadas a Milena que dizia amém pra tudo, me questionam, se assustam e até ficam bravas em um primeiro momento, mas, quando essas pessoas realmente me amam, elas entendem e respeitam!
É tão simples! É tão fácil respeitar, não invadir, não forçar a barra...
Claro que as vezes ainda preciso encontrar o meu ponto de equilíbrio, porque eu não quero falar não o tempo todo e menos ainda abdicar de mim como eu fazia antes. Mas, agora que já aprendi a ser “mais eu”, o equilíbrio vem como consequência!


3 comentários:

Claudinha disse...

Mi continue com essa força...
Parabéns por esse post...
Te amo amo amo
Bjo

Damaris disse...

Simplesmente fantástico esse tópico... É isso aí Amore... Firme e Forte sempre... É tão bom saber viver... VC descobriu a sua verdade... E isso não tem preço... Conte comigo pro der e vier... Beijokas no coração, Damaris


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... AUTENTICIDADE.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... RESPEITO.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... AMOR PRÓPRIO.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... HUMILDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... SABER VIVER!!!
Charles Chaplin

Camila disse...

Tô adorando poder fazer parte dessa sua transformção!
beijossss