quarta-feira, 29 de abril de 2009

Qual é o seu valor?


Engraçado que quando questionamos o nosso valor para alguém, logo pensamos nas nossas características mais valiosas. Nos valores éticos, morais e aqueles que nos tornam seres humanos melhores. É pequeno demais imaginar um valor monetário ligado a isso.
Pois bem. Hoje quero questionar justamente essa situação de você ter um "valor financeiro". De você estar bem ou mal aos olhos de algumas pessoas pelo que você tem, pelo que você não tem e pelo que você não faz questão de ter.
Até que ponto, um amor incondicional é realmente incondicional quando o assunto “dinheiro” entra em campo.
Eu tenho um sério problema quando o assunto é dinheiro, isso é fato! Não tenho orgulho nenhum em dizer isso, mas, negar é retroceder anos de terapia e um tratamento constante que tenho feito com isso.
Sou compulsiva e sofro consequências horríveis disso.Há anos venho tentando colocar a minha vida em ordem, e quando eu imagino que encontrei um caminho, lá to eu mais uma vez toda enrolada em contas, dívidas e aquilo que me parecia ser a solução pros meus problemas, acabou se transformando em outro ainda maior.
Mas, o que tem me feito questionar, é até que ponto eu posso ser melhor ou pior para uma pessoa que me ama em função do meu extrato bancário.
Tenho me questionado o porquê das minhas contas serem piores do que as dos outros! Porque eu não posso dar passos em falso e o resto do mundo pode!
Não busco justificativas dos meus erros no outro. Assumo meu papel na “cagada” feita e bora tentar dar um jeito nela. Mas, também não estou mais na fase de aguentar calada os desaforos de que só eu faço, só eu erro e só eu sou o pior dos piores erros humanos.
Acho que parar com meus remédios não poderia ter vindo em hora melhor!
Ando com as respostas na ponta da língua, e as coisas entaladas que eu guardei por anos, estão saindo como nunca.
Eu nunca medi meu amor por ninguém pelo que essa pessoa tem ou deixa de ter, e não vai ser agora que vou fazer. Mas, não venha fazer isso comigo também, porque meu santo não anda muito bem das bolas e posso dar uma resposta daquelas bem tortas.
Se você acha que o valor da sua família está na fase perfeita, onde tudo e todos podem sorrir por ter dinheiro a vontade, por não ter dívidas no banco, não ter problemas financeiros, você realmente não sabe dar valor a sua família.
Se você mede o amor que você tem pelos seus irmãos, pelos seus pais ou pelos seus filhos, quando eles não tem problemas, não precisam de você ou quando eles tem dinheiro pra levar a família toda pra melhor churrascaria da cidade, você realmente não sabe amar.
Se você não parou pra pensar que quando aquela pessoa da sua família mais precisava de você, da sua lealdade, da sua força e da sua companhia, você virou as costas para critica-la, você apenas julgou as dívidas que ela fez, as contas que tem para pagar, você realmente, tem muito o que pensar, muito o que aprender, e, muito o que amar.
Infelizmente, não sou eu que posso te ensinar, mas, te garanto, quando o amor é incondicional, é incondicional mesmo. Ele não diminui em momentos de crise, nem deixa de existir quando os erros entram em cena.
Escutei a poucos dias, que amigos, não são aqueles que se mostram nas horas difíceis, mas, sim, aqueles que, nos bons momentos sabem compartilhar a felicidade alheia sem ter sentimento de inveja. Ainda não tenho isso como certo. Existem muitas situações, que realmente, são nos momentos bons que percebemos as pessoas. Mas, existem também aquelas situações, que o buraco é tão fundo, que você passa a ver melhor quem te ajuda sair de lá ou quem joga terra para te afundar mais ainda...

"de vez em quando a gente cansa um pouco. de tudo. mas tem que seguir o baile, ainda que o pé doa e o coração arranhe..."
Clarissa Correa

2 comentários:

Juliana disse...

É engraçado... Há dias venho me questionando sobre amizades... Sobre essas pessoas que ficam ao nosso lado quando estamos bem e temos coisas boas a oferecer, mas que quando temos problemas elas simplesmente somem...
Bem, acho que os nossos problemas são um pouco diferentes, mas temos alguns questionamentos parecidos...
Ah... Também fiquei enxergando as coisas de forma diferente depois que parei a minha medicação... Havia coisas que eu ainda "engolia", mas agora... Não sei explicar isso muito bem ainda...
Estamos nessa juntas, viu?
Beijos da amiga que te ama!

Iago disse...

amei Miloca! tem dias que me sinto no fundo do poço, e a mão estendida vem de onde menos se espera, assim como já senti suas mãos vindo ai do Paraná para me ajudar!

Bjo amiga linda!